Um terço das espanholas entre 23 e 49 anos, muito satisfeitas com sua vida sexual

Uma pesquisa sobre hábitos sexuais e uso de contraceptivos entre as mulheres e os profissionais de saúde revela que mais da metade das mulheres se consideram muito importante ter uma vida sexual ativa; 77% usam contraceptivos

Foto: MSD

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Estes são os dados de uma pesquisa sobre a importância e a qualidade das relações sexuais em mulheres espanholas e como conhecem e valorizam os métodos contraceptivos que usam, por que escolhem o preservativo, a pílula ou o DIU?.

“O inquérito astro lounge”, apresentado esta semana, foi realizado em 2.900 mulheres da população geral, entre 23 e 49 anos e 300 profissionais de saúde, entre as quais se encontram, ginecólogas, parteiras, médicos residentes de ginecologia e enfermeiros.

A razão de tomar esta última mostra foi para ver como são os comportamentos sexuais de saúde que trabalham com as mulheres e lhes aconselham sobre que métodos contraceptivos tomar ou suas relações íntimas.

Esta pesquisa foi coordenada pelos doutores José Lete, chefe do Serviço de Ginecologia do Hospital de Santiago Apóstolo de Vitoria e Ezequiel Silva Campos, chefe de Serviço de Ginecologia do Hospital Geral de Requena, em Valência.

A pesquisa foi realizada por AMBER Marketing Research por encomenda da MSD.

Os hábitos sexuais

“Praticamente a metade das mulheres espanholas considera que é muito importante ter uma vida sexual ativa, em concreto, 47% das mulheres da população geral e aumenta para 53% em profissionais de saúde”, assegura o dr. Pérez Campos.

Em relação à satisfação de suas experiências sexuais, um terço das mulheres se mostra muito satisfeita, aumentando de novo a percentagem em ginecólogas, parteiras, enfermeiras…até 45 por cento.

Quanto à qualidade das relações sexuais, a nota que colocam é bastante alta, “notável”, já que em uma escala de 1 a 10, situa-se em 8,1. Um dado, “altamente satisfatório”, segundo o chefe do Serviço de Ginecologia do Hospital Geral de Requena.

Sobre a informação sexual de que dispõem, 8 em cada 10 mulheres consideram que têm muita ou bastante informação sobre sexualidade, e, em geral, as mulheres chegam ao seu médico ou ginecologista para tirar suas dúvidas e decidir-se por um método contraceptivo, no entanto, quando se trata do preservativo as visitas ao especialista diminuem consideravelmente.

O uso de contraceptivos

O conhecimento que as mulheres têm de os métodos contraceptivos? A pesquisa revela que tanto a população em geral como os profissionais de saúde conhecem mais, em primeiro lugar, a pílula, seguida da camisinha, o DIU e o anel. O maior desconhecimento está no método de ligadura de trompas, vasectomia e a marcha-atrás.

O uso actual de métodos contraceptivos em mulheres:

  • 77% das mulheres da população em geral, utiliza os métodos contraceptivos.
  • O preservativo é o mais utilizado pelas espanholas (com 30%), seguido da pílula com 17%.
  • Os profissionais de saúde também utilizam, em primeiro lugar, o preservativo (23%), enquanto que no segundo, divididos entre a pílula, o DIU e o anel.
  • Um 23% das mulheres não estão tendo nenhum método contraceptivo; bem porque estão grávidas, procuram um menino, não podem ter filhos ou não ter relações sexuais.

Quais são os principais motivos para a escolha de um método contraceptivo?, “claramente, os mais destacados são o conforto e a eficiência“, afirma o doutor Lete.

O que as mulheres querem a parte de não engravidar? O preservativo é o método contraceptivo mais utilizado pelas espanholas pelo conforto, mas o chefe do Serviço de Ginecologia do Hospital de Santiago Apóstolo de Vitória, assegura que “há que saber que o preservativo não se encontra dentro dos métodos mais eficazes, está em um segundo nível, o problema é que em Portugal há um medo generalizado a hormonarse”, coisa que não acontece nos outros países europeus.

O estilo de vida é outro fator que influencia na hora de escolher o método contraceptivo tomar: as mulheres que usam o anel costumam ter uma vida muito mais ativa (viagens, horários complicados) que procuram um método mais simples.

As mulheres que gostam de testar métodos naturais optam pela ligadura de trompas ou vasectomia, e curiosamente também são as que menos tempo dedicam a cuidar de seu corpo.

Quais são os métodos mais eficientes, confortáveis e que geram maior confiança?

EFICIÊNCIA– A pílula aparece como o mais eficaz entre as mulheres em geral e para os profissionais de saúde é o DIU.

CONFORTO–A população em geral percebida como mais conveniente a pílula e para as parteiras, ginecólogas, enfermeiros…são o DIU e o anel. Mas ambos os grupos concordam que o preservativo é o menos confortável de todos.

CONFIANÇA–Para as espanholas entre 23 e 49 anos, o método mais confiável e proporciona-lhes a pílula e para os profissionais de saúde também é o DIU.

Contracepção na perimenopausa

O dr. Pérez Campos insiste em lhe conceder grande importância para as mulheres entre 40 e 45 anos, já que neste período a mulher pensa que já não tem chances de ficar grávida, quando na verdade não está isenta disso.

O ginecologista Perez Campos afirma que “essas mulheres são o segundo grupo com mais partos interrompidos após as jovens entre os 15 e os 20 anos”.

Uma de cada seis mulheres com sintomas de menopausa ou já com ela reconhece não tomar nenhuma precaução, uma vez que acreditam que não se pode engravidar.

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