Um terço da população portuguesa terá câncer em algum momento de sua vida

EFE/Chema Moya

Quinta-feira 28.01.2016

Quinta-feira 28.01.2016

Estes são alguns dos dados que foi dado a conhecer hoje o presidente da SEOM, Miguel Martinho, em uma roda de imprensa com motivo do Dia Mundial do Cancro no próximo dia 4 de fevereiro, e que tem justificado o aumento do envelhecimento da população, a exposição a fatores ambientais e a eficácia das técnicas de diagnóstico.

Explicou que, se em 2012 a incidência do câncer situava-se na 215.534 diagnósticos novos por ano -com mais frequência em maiores de 65 anos-, para 2020, será esperam 246.713, dos quais a maioria são homens (148.998 homens frente a 97.715 mulheres), o que representa um aumento de ambiente por 1% a cada ano.

Em 2012, os cânceres mais comuns foram os colorectal (14,98 %) que afetaram ambos os sexos, seguido do de próstata (12,92 %), pulmão (12,39 %), mama (11,7 %) e da bexiga (6,4 %).

No caso dos homens, o mais freqüente foi o de próstata (21,67 %), seguido pelo de pulmão (16,94 %), intestino grosso (14,98 %), bexiga (9,01 %) e estômago (3,79 %), enquanto que nas mulheres o de mama é o mais numeroso (28,99 %), seguido do intestino grosso (14,92 %), útero (5,89 %), pulmão (5,67 %) e ovários (3,72 %).

Martin acredita que estes dados obedecem a que, historicamente, os homens têm tido hábitos de vida menos saudáveis, são fumado mais e tenham estado em contacto com tóxicos úteis, apesar de avisado do aumento dos casos de câncer de pulmão em mulheres e acredita que em poucos anos este tipo de tumor será mais frequente entre mulheres do que o de mama.

Em 2012, esta doença causou a morte de 102.762 pessoas (63.579 homens e 39.183 mulheres) e estima-se que em 2020 cerca de 117.000 pessoas morrem por cancro em Portugal.

O presidente da SEOM afirmou que o câncer de pulmão é o “máximo assassino”, e o culpado de uma em cada cinco mortes, seguido do de cólon (que causa 14.7000 mortes por ano), o de mama (6.075 mortes), pâncreas (5.720) e o de próstata (5.481).

A maioria dos tumores tem experimentado um aumento das taxas de cura, exceto o de pâncreas, estômago e pulmão”, que estão paralisadas”, e as novas terapias não são terapêuticas, mas aumentam a sobrevivência.

Martin foi qualificado estes números preocupantes, mas salientou que alguns desses tumores são evitáveis -como o da bexiga, do pescoço ou pulmão, que é reduzida em um terço se abandonar o tabaco.

Acredita-se que o câncer é um problema de saúde “de primeira ordem”, já que constitui um dos principais motivos de internamento hospitalar e é a segunda causa de morte, depois das doenças do aparelho circulatório.

Para corrigir estes números, o presidente da SEOM, destacou a importância dos ensaios clínicos que são “fundamentais para avançar no tratamento e cura da doença”.

Em 2015, foram autorizados em Portugal 818 ensaios clínicos, os que entre 35 e 40% foram realizadas em oncologia.

Martin também se mostrou partidário de melhorar a formação dos profissionais de saúde e destacou que são necessários oncologistas formados em geriatria, devido ao progressivo envelhecimento da população. “A mais idade, mais risco de câncer”, afirmou.

Solicitou, também, que se reduzam os requisitos legais para prescrever mórficos, fundamentais para controlar a dor em doentes avançados de câncer.

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