Um projeto premia com até 100.000 euros para a melhor ideia contra a esclerose

A farmacêutica Sanofi Genzyme apoiará, com até 100.000 euros a ideia vencedora de um projeto apresentado em Barcelona contra a esclerose múltipla (EM), que tem como objetivo encontrar soluções que melhorem o dia-a-dia, em qualquer dos três casos da doença escolhidos de entre 103 propostas

Apresentação projeto ‘The World vs MS’. (Izq. à direita) Paula Bornachea, paciente com EM; Ana Torredemer, membro da diretoria do EME; Manuel Gómez de Cadiñanos, responsável pelas Relações Institucionais com Associações de Doentes de Sanofi Genzyme; e Ferran Vergés, Comunicação Externa Sanofi.Foto Fornecida pela Sanofi

Segunda-feira 13.08.2018

Quinta-feira 26.07.2018

Quinta-feira 05.07.2018

Em uma primeira fase, o projeto, que leva por nome “The World vs MS” (O Mundo contra a EM), pacientes, familiares e profissionais de saúde que lutam contra a doença propuseram um total de 103 desafios diários que os doentes têm de enfrentar em sua vida diária.

“São coisas que, para as pessoas que não têm esta doença são comuns, mas para uma pessoa com EM pode ser algo complicado, como apertar um botão ou fazer a cama”, explicou o responsável pelas Relações Institucionais com Associações de Doentes de Sanofi Genzyme, Manuel Gómez de Cadiñanos.

De todas as proposta apresentadas, um júri composto por um representante das empresas organizadoras (Sanofi, Entrepreneurial Spark, MS Ireland e Wired) selecionou os três casos mais representativos, que são para os que se procurará uma solução.

“O júri irá procurar soluções que sejam viáveis, práticas e que possam chegar ao maior número de pacientes possível”, comentou gomes de Cadiñanos, que esteve acompanhado por membro da diretoria da entidade de Esclerose Múltipla em Portugal, Ana Torredemer, e por Paula Bornachea, paciente com EM.

Bornachea, professora de informática, de 31 anos, e EM oito, enfrenta mudanças de temperatura, que afetam, sobretudo, a seus pés e é um dos três casos finalistas para que o projeto vai tentar dar solução.

“Chão ter os pés frios ou congelados, é uma sensação muito desconfortável e não importa quantos meias, cobertores ou água quente me aplique”, contou Bornachea, que acrescentou que, por causa da invisibilidade dos sintomas da doença, “é muito difícil que as pessoas empatice contigo”.

Os outros dois desafios escolhidos estão relacionados com o controle urinário e com restrição de mobilidade, problemas que afetam até 80%, e entre 70 e 80 % dos pacientes de EM, segundo explicaram os representantes do projeto.

Até o dia 22 de novembro próximo podem apresentar ideias para dar solução a um dos três desafios escolhidos mediante o envio de um vídeo de entre um e três minutos, que explique a proposta, podendo incluir esboços da mesma, uma apresentação ou um plano de negócio.

O júri escolherá as três melhores ideias, que podem ser votados pelo público através da Internet durante o mês de dezembro, e o vencedor terá a possibilidade de desenvolver sua proposta, durante os próximos 18 meses, a protagonizar vídeos na documentação, o progresso, e contará com um financiamento de até 100.000 euros.

Gómez de Cadiñanos também aproveitou a ocasião para destacar a participação espanhola na iniciativa, já que 23 dos 103 desafios foram propostos a partir de Portugal e dos três desafios finalistas, dois são de pacientes espanhóis e um italiano.

A esclerose múltipla é uma doença crónica do sistema nervoso central, uma das patologias neurológicas mais comuns entre a população de 20 a 30 anos, e pode produzir sintomas como fadiga, falta de equilíbrio, dores, distúrbios visuais e cognitivas, dificuldades de fala ou tremores, entre outros.

“A esclerose múltipla afeta no mundo 2,5 milhões de pessoas no Brasil, existem 47.000 pessoas afectadas pela doença”, afirmou Torredemer que espera que o projeto sirva para sensibilizar a sociedade sobre a doença.

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