um problema escondido no controle de calorias

Fazer da obsessão por comida a sua realidade é o denominador comum em distúrbios de comportamento alimentar, como a anorexia e a bulimia, e acomete nove mulheres para cada homem. Saiba quais os comportamentos tendem a preceder a estas doenças, cuja origem vai além de uma “preocupação” pela imagem e o peso

EFE/PETER FOLEY

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Em uma sociedade onde a aparência física é um valor em si mesmo, não é de admirar que haja uma preocupação com a imagem. No entanto, quando este cortesia “se torna o centro de sua vida e tudo o mais deixa de ter importância dá lugar ao que se conhece como os transtornos da conduta alimentar”, explica Marina Diaz Marsá, psiquiatra no Hospital Clínico San Carlos e presidente da Sociedade de Psiquiatria de Madrid.

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A diretora médica do centro Sommos Desenvolvimento Pessoal define os distúrbios de comportamento alimentar , como a “alteração na ingestão de alimentos associado a uma preocupação terrível pela figura e pelo peso que, eventualmente, termina fazendo com que a sua vida não está a funcionar” e observa, este último detalhe é o que marca a diferença.

As condutas que levam ao transtorno

Os distúrbios de comportamento alimentar têm lugar no dia-a-dia e no ambiente mais próximo. A especialista indica-nos quais são os comportamentos e as mudanças que constituem sinais de alerta e nos ajuda a identificá-los.

Na anorexia restritiva ocorre uma redução drástica dos alimentos, afirma a voluntária, que aponta que se começa uma dieta; segue-se com a supressão de produtos que você pensa que engordam, como o pão; se deixa de sair de casa; e, finalmente, a alimentação “torna-se mínima, de maneira que ocorre uma perda progressiva de peso”.

No caso da bulimia nervosa, a ingestão não se reduz tanto, mas ocorrem compulsão, comendo muito em um curto período de tempo, esclarece.

Após o preocupa, vem a culpa e ‘geralmente provoca o vómito para evitar ter essa ingestão calórica”. Díaz preciso que estes casos onde a perda de peso não é tão evidente, às vezes, as mudanças de caráter podem ser o sinal que nos alertar de que algo vai mal.

A realidade que os transtornos da conduta alimentar escondem

A condição dessas doenças se dá com uma proporção de nove mulheres para cada homem. Uma diferença significativa motivada por duas razões fundamentais, segundo indica a especialista:

  1. A pressão social que tem a mulher da magreza, não é a mesma que tem o homem.
  2. Do ponto de vista biológico, as mulheres têm mais predisposição que os homens a este tipo de transtornos.

Mas parece que a imagem é sempre o gatilho, você pode ter múltiplas causas. “Sob essas doenças sempre há algum tipo de conflito”, adverte Díaz, que compara com “a ponta de um iceberg”, cujo corpo se compõe de problemas de auto-estima, emocionais, familiares ou medo de amadurecer, um conjunto de situações de que “não somos livres nem homens, nem mulheres”.

A especialista expõe que os problemas que causam mais angústia do que o controle da alimentação em pacientes que param a sua mente e conduta na alimentação. Deste modo, “não enfrentamos o verdadeiro conflito, e estamos lutando todo o dia com a ingestão e com a cal, quando essa necessidade de controle do poder reside em outro tipo de problema”, afirma.

Os pacientes têm “uma alteração na percepção da imagem”, que faz com que se vejam com mais volume. Este problema costuma ser acompanhado de baixa auto-estima, “não vêem as suas características positivas e sempre as dos outros acham melhor, por isso, comparam-se constantemente”. Além disso, costumam ser pessoas perfectionists, rígidas e filmes.

Abordar a doença, detectar o conflito

Dar com o gatilho do problema é uma tarefa complexa, mas para poder chegar a esse ponto, o paciente tem que estar bem”, diz a especialista. Às vezes, os estados anímicos ligados aos distúrbios necessitam tratar o paciente com medicação para depois fazê-lo de forma psicoterapêutica, aponta.

O sentimento de culpa está presente em muitos casos, porém, a realidade é que “uma vez diagnosticado, o paciente tem a responsabilidade de sair de lá e trabalhar por isso, mas é culpado de tê-lo”, diz a voluntária.

Os pacientes não costumam pedir ajuda por si mesmas e negam a doença, diz Diaz. Perante este contexto, a família é um pilar fundamental. Por isso, deve-se fazer uma abordagem familiar para ajudá-los a saber como tratar o paciente, observa.

Essas pessoas não controlam a comida, mas a comida lhes controla a eles”, ressalta a especialista, que explica que o sofrimento derivado da obsessão por comida pode melhorar com a ajuda e enfatiza que “ninguém pretende engordarlos mas que sejam pessoas com capacidade de se desenvolver na vida e estar bem”.

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