um plano nacional para um diagnóstico correto

O linfoma é uma das quatro manifestações principais de câncer que se dão no sangue. EFE/Christian Brun

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Um linfoma é um câncer que se desenvolve nos linfócitos, um tipo de glóbulos brancos com capacidade de reação diante de um antígeno (substância estranha ao organismo). A inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço, axila ou virilha é um dos sintomas mais comuns.

Os linfomas são o paradigma de doença que pode ser curada com quimioterapia, mas para isso, é muito importante detectá-lo a tempo. No entanto, com freqüência pode ser confundido com outros tipos de doenças como, por exemplo, uma mononucleose infecciosa. Segundo dados da associação de pacientes de Linfoma, Mieloma múltiplo, Leucemia e Síndromes Mieloproliferativos (AEAL), cerca de 60% dos pacientes sofre um diagnóstico errado prévio.

Por esta razão, o Grupo Oncológico para o Tratamento e Estudo de Casos (GOTEL), formado por especialistas em linfomas de toda a Espanha, solicitou a criação de um plano nacional que favoreça a detecção desta doença em fases iniciais, a formação específica dos profissionais e reciclagem de conhecimentos.

Propõe-se que este plano inclui uma série de procedimentos operacionais padronizados para o diagnóstico e o tratamento desta doença, o que requer a cooperação de várias disciplinas.

Complexidade

Existem dois grandes grupos de linfomas, cuja incidência é representada no seguinte quadro:

LINFOMA DE HODGKINLINFOMA NÃO-HODGKIN

2,5 casos por 100000 habitantes nos homens e 2,1 casos em mulheres

É mais comum em dois grupos de idade: de 15 a 40 anos e de 55 anos em diante

12,3 casos por cada 100.000 homens/ano e 10,8 em mulheres, dos quais:

  • O linfoma folicular constitui 20%
  • O infoma difuso de células B grandes é o mais freqüente

Informações obtidas de GOTEL

Dentro desta classificação geral podemos encontrar múltiplos subtipos. O médico Luis da Cruz, especialista de GOTEL, afirma que podem existir mais de 40 variantes do linfoma não-Hodgkin.

Se bem que existem alguns subtipos que podem ser considerados raros, devido a sua baixa incidência, que é a sexta neoplasia em incidência na população em geral”, indica.

Sustenta que, por se tratar de uma família tão grande de linfomas, “não nos podemos permitir nenhum erro, porque isso vai depender do tratamento que se aplica e, por conseguinte, a eventual cura da maioria dos pacientes”.

 

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Difícil diagnóstico

Conforme explicou o oncologista Luis da Cruz, a doença manifesta-se frequentemente com envolvimento de gânglios linfáticos, que se encontram no abdômen, virilha, pelve, axilas, tórax e pescoço, mas também pode ser afetado por um órgão específico como, por exemplo, o estômago.

O especialista alerta para a importância de realizar um acompanhamento mais estreito e não catalogar diretamente a presença de gânglios inchados como uma doença infecciosa que tem podido passar sem antibióticos.

Se suspeitar da existência de um tumor, deve ser feito um amplo diagnóstico diferencial (se identifica a doença através da exclusão de outras possíveis causas) com outro tipo de doenças virais ou bacterianas e, até mesmo, doenças autoimunes.

O diagnóstico de certeza adequado é obtido através da anatomia patológica, a partir de uma biópsia de um gânglio inteiro (se extrai o órgão afetado para a sua análise). “É importante -destaca – que tenha patologistas especialistas neste tipo de doenças oncológicas, para reduzir o risco de erro”.

Para uma coordenação multidisciplinar

Segundo observou o doutor da Cruz, no diagnóstico estão envolvidos normalmente, os serviços de radiodiagnóstico, medicina nuclear, cirurgia geral, cirurgia bucomaxilofacial e otorrinología. A nível nacional, estas doenças são tratadas por oncologistas e hematologistas em função de os hospitais e as comunidades autónomas.

Para os especialistas do GOTEL, a abordagem multidisciplinar é essencial para o diagnóstico e o tratamento desta patologia, pois, ao ter várias especialidades envolvidas, o trabalho coordenado é fundamental, de forma que qualquer médico pode detectar a tempo um linfoma.

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