Um passeio pela geografia erógena

Explorar as zonas erógenas da geografia corporal já é um prazer. Descubra quais são as partes mais sensíveis e como aproveitar o seu potencial através de um mapa que as percorre ponto-a-ponto

Escultura que representa um casal dançando abraçado, do artista colombiano Fernando Botero. EFE

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O cérebro é a zona erógena por excelência, mas não a única. O corpo humano coloca à nossa disposição um conjunto de locais altamente receptivos ao prazer que, com freqüência, não reparamos.

Um fato que o barómetro “Os jovens espanhóis e o sexo” de Controle põe de manifesto. Segundo este estudo, no qual participaram jovens entre 18 e 35 anos, “mais de 64% reconhece não ter nem idéia ou ter um longo caminho a descobrir” em que zonas erógenas se refere.

Para sanar essas lacunas no terreno sexual, a empresa de preservativos e a psicóloga e sexóloga Nayara Malnero projetaram este mapa que identifica as áreas mais sensíveis de homens e mulheres.

Por que esquecemos de certas zonas erógenas?

Na hora de identificar essas áreas, o estudo aponta que 80% dos entrevistados optaram por os genitais, seguidos do pescoço (73%) e o peito, especialmente o corpo feminino.

Enquanto que outros pontos altamente sensíveis, figuram como “desconhecidos”, entre eles, o couro cabeludo, as pernas e as mãos, que só foram consideradas como zona erógena por 8% dos entrevistados.

A sexóloga afirma que esse desconhecimento se deve à falta de educação sexual e ao fato de que a sociedade atual está centrada na relação sexual e a falta de dinheiro representa. Além disso, “a maioria dos jovens não dedica tempo a explorar seu corpo de outra maneira ou a ter relações sexuais e que não levem ao orgasmo imediato”, afirma Malnero.

O elemento-chave: a comunicação

Este estudo reflete a dificuldade para identificar os pontos sensíveis entre os mais jovens, mas “atrevo-me a dizer que os não tão jovens” também se dá, aponta. De acordo com os resultados do barómetro, apenas 18% dos entrevistados disseram conhecer “perfeitamente” as zonas erógenas de seu parceiro, enquanto que 82% afirmou ter dúvidas.

A especialista afirma que muitas vezes se comete o erro fatal” de pensar que se o meu parceiro me quer, sabe o que eu gosto e o que tem que fazer, sem a gente pedir.” Malnero atribui esta atitude a um prolongado mito do amor romântico que nada tem de real. Quando se trata de dar prazer, há que ter em conta que:

  • Não existe uma fórmula que funcione com todo mundo. Não obstante, “se nos aproximamos zonas de maior sensibilidade, como os genitais”, é menos comum que alguém não goste, explica.
  • Do mesmo modo, as formas de estímulo que nos fazem desfrutar variam, “cada pessoa é um mundo, e isso é o que você tem que descobrir”.
  • Os pontos erógenos preferidos podem mudar com o tempo. Podem-Se descobrir algumas áreas de que nunca se tinha conhecimento ou que tenham outras que lhe deixem de gostar.

Malnero adverte que este mapa apresenta-se como um guia para estimular e conhecer as zonas erógenas, mas pode não coincidir com as preferências de algumas pessoas, observa a sexóloga, que enfatiza que “o importante é a comunicação, o saber pedir e perguntar, e conhecer-se a si mesmo”.

A masturbação tem um papel importante neste sentido, “se você não sabe como você gosta de ser estimulado é muito fácil querer cumprir os cânones”, conclui.

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