Um observatório da equidade para as doenças reumáticas

Existem mais de 250 doenças reumáticas: Artrite, artrite, espondilite, fibromialgia, osteoporose, gota, lúpus são algumas delas. A Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER), no âmbito do VII Simpósio de Espondilite, marca-se como objetivo a atualização e pôr ao dia dos profissionais deste tipo de doenças. EFEsalud tem assistido a um encontro com reumatologista, que pedem mais voz para os pacientes e ressaltam os avanços encorajadores no tratamento destas patologias

Imagem de Reumasalud/Foto fornecida pela Sociedade Espanhola de Reumatologia

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As doenças reumáticas são um grupo heterogêneo que abrange mais de 250 doenças. Em nosso país, 1 em cada 4 pessoas com mais de 20 anos sofre algum tipo de doença reumática.

Caracterizam-Se por inflamação articular, o que leva a que sejam doenças dolorosas, incapacitantes, limitantes e cujo diagnóstico tardio tem consequências irreversíveis.

Em um encontro para jornalistas, realizado no âmbito do VII Simpósio de Espondilite, EFEsalud tem conversado com vários especialistas, que têm repassado a situação das doenças reumáticas em geral e do grupo de espondilite em particular.

Participaram neste encontro (de izq. a der) Marta Medrano, presidente da Sociedade Aragonesa de Reumatologia; José Luís Andreu, presidente da Sociedade Espanhola de Reumatologia; e Montserrat Romera, responsável pela Comissão de Comunicação e Relacionamento com o paciente.

A relação com o paciente reumático tem sido uma das questões que objetivaram a conversa. Assim, o presidente a SER avançou a pôr em marcha “iminente” de um observatório de equidade na artrite reumatóide com a finalidade de analisar a densidade de reumatologista, os tempos médios nas listas de espera, o consumo de agentes biológicos, etc.

Alguns tratamentos biológicos dos que acredita que há falta de equidade no acesso entre as diferentes comunidades autónomas. Assim, segundo se estima, enquanto que em algumas comunidades autónomas apenas 10% dos pacientes com doenças reumáticas estão tentando com biológicos, em outras, a cifra é de 20-30%.

O objetivo do observatório é colocar sobre a mesa todos esses dados e constatar se todos os pacientes reumáticas espanhóis possuem um acesso igualitário aos recursos de saúde. “Em um ano, contaremos com todos esses dados”, afirmou.

Além disso, José Luis Andréu manifestou a necessidade de colocar o paciente reumático “no centro da jogada” em aspectos como a tomada de decisões (por exemplo, aquelas que têm a ver com os stocks de medicamentos no âmbito hospitalar), já que “estamos diante de uma democracia para o paciente, mas o paciente, e se lhes deve dar mais voz”.

Neste sentido, destacou o “estreito contacto com todas as associações de doentes”, destacou por sua vez que “estão cada vez mais estruturadas e são mais hábeis”.

Por seu lado, Marta Medrano, presidente da SAR e especialista em reumatologia pediátrica, reafirmou a aposta de SER por trabalhar em conjunto e formar unidades multidisciplinares”, devido à quantidade de manifestações clínicas das doenças reumáticas.

Na sua intervenção, João Romera salientou a importância de “agir quando ainda não houve dano estrutural para que o prognóstico seja muito melhor”.

Uma questão que, acrescentou, “estamos conseguindo, graças aos métodos de diagnóstico de ressonância magnética”.

As espondilite em números

São um grupo de doenças reumáticas caracterizadas por inflamação articular e dor crônica.

Dentro deste grupo incluem: espondilite anquilosante, artrite reativa, artrite psoriática, artrite, a doença inflamatória intestinal, um subgrupo de artrite crônica juvenil e as espondilite indiferenciadas.

As espondilite afectam cerca de 500.000 espanhóis, portanto, são relativamente frequentes e podem chegar a ser altamente incapacitantes.

O tempo de diagnóstico de espondilite pode oscilar entre os 5-7 anos. Enquanto isso, o diagnóstico da artrite reumatóide dura cerca de um ano e, no caso da artrite psoriática, entre os 2-3 anos.

No que diz respeito ao tratamento, cerca de 20% dos pacientes reumáticas recebem terapia biológica cujo custo de média varia entre os 7.500-8.000 por paciente por ano.

Mais de 400 especialistas debatem sobre doenças reumáticas

Nos dias 6 e 7 de outubro realizou-se em são paulo o 7º Simpósio de Espondilite, organizado pela Sociedade Espanhola de Reumatologia.

Conforme destaca o presidente da SER, este evento científico -o que já atenderam mais de 400 profissionais-, é realizado a cada dois anos “, devido aos constantes avanços que estão ocorrendo no conhecimento destas doenças e na identificação de alvos terapêuticos”.

Os novos alvos terapêuticos, as técnicas de imagem para um diagnóstico precoce, os avanços na fisiopatologia, o papel da microbiota intestinal, entre outras questões, têm sido vários os aspectos tratados pelos palestrantes do simpósio.

Em seguida, fazemos uma revisão dos principais aspectos e os avanços postos em evidência, este encontro científico.

A psoríase é uma doença da pele associada com maior frequência à espondilite. De fato, cerca de 30% dos pacientes com psoríase acabarão sofrendo manifestações articulares, que se englobam dentro da artropatía psoriática, uma das principais espondilite.

Conforme explicou o Dr. Rúben Queiro, reumatólogo no Hospital Universitário Central de Astúrias “temos suficientes evidências do papel causal que determinados fatores de hábito nocivo, como o tabaco e a obesidade, jogam no aparecimento de artrite psoriática”.

Ao mesmo tempo em que apontou que as linhas estratégicas para minimizar o impacto negativo da doença são claras: “o diagnóstico precoce e acompanhamento estreito dos pacientes”.

Linhas de atuação com as quais concordou o Dr. J. Manuel Carrascosa, dermatologista do Hospital Germans Trias i Pujol, que observou que “alguns estudos e propostas terapêuticas permitem sugerir que uma intervenção precoce pode mudar a história da doença. Ou seja, que podem permitir, eventualmente, a cura de uma doença crônica”.

Por sua parte, o Dr. José Francisco Garcia, reumatólogo no hospital de Galdako Usansolo, insistiu em “como se vê prejudicada a qualidade de vida desses pacientes, não só a nível físico, mas também o componente psicológico-social que levam implícitas essas doenças”.

De fato, “os problemas de depressão e ansiedade associados à doença são uma realidade que já está incorporado aos questionários que avaliam o impacto global da doença”, acrescentou o Dr. Queiro.

Reumasalud, um espaço para divulgar

Com a finalidade de sensibilizar e informar sobre as doenças reumáticas, a SER organizado Reumasalud 2017, um espaço de saúde em que reumatologista informam e respondem a dúvidas dos interessados.

Também neste expositor, localizado no Centro Comercial Aragonia de Saragoça, realizaram-se testes de diagnóstico, como ultra-som ou densitometrías, capazes de detectar determinadas patologias reumáticas.

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