Um novo tratamento para a insuficiência cardíaca já disponível em Portugal

Foto cedida pela Novartis.

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A insuficiência cardíaca (IC) afeta entre 450.000 e 500.000 pessoas em Portugal e a sua prevalência está a aumentar devido ao envelhecimento da população (a idade é um fator de risco), e o aumento da obesidade e diabetes e outros fatores de risco).

É uma síndrome e não uma doença, segundo explicou o médico José Luis López-Sendón, chefe de serviço de Cardiologia do hospital La Paz, em uma roda de imprensa com motivo da apresentação oficial do novo fármaco em Portugal.

O cardiologista disse que a IC tem uma mortalidade elevada (mais de 50% dos pacientes morre aos 5 anos do diagnóstico) e produz dez vezes maior de morte súbita do que a que é dada na população normal.

O novo medicamento, cujo nome comercial é Entresto (Novartis), apresenta uma melhoria significativa na redução de mortes e hospitalizações em comparação com o anterior tratamento de referência (analapril), o fármaco “chave” desde 1987, anunciou o doutor Nicolau Manito, chefe da Unidade de Insuficiência Cardíaca do Hospital de Bellvitge.

Um fármaco que reduz o risco de morte

Segundo o estudo Paradigm, o maior ensaio clínico que se tem levado a cabo na insuficiência cardíaca, o novo fármaco reduz em 20% o risco de morte por IC, 21 % o número de primeiras internações e 16% o risco de mortalidade por qualquer outra causa.

“É um dia importante para os clínicos que estamos lutando contra a insuficiência cardíaca”, salientou o médico Manito, que tem valorizado o fato de a redução das internações, já que a IC é a causa de renda mais importante sobre os ataques cardíacos.

E cada entrada de um desses pacientes custa ao sistema de saúde entre 3.000 e 4.000 euros.

Este cardiologista explicou que Entresto, cujo custo é de 5 euros por tratamento/dia, é recomendado pela Sociedade Europeia de Cardiologia e é “um novo padrão”, que vai substituir “progressivamente” ao enalapril em pacientes assintomáticos.

O presidente eleito da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Manuel Anguita, sublinhou que o novo tratamento é um exemplo da importância que tem a inovação e valorizada a participação das sociedades científicas e da indústria para obter novos fármacos, em benefício dos pacientes.

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