Um novo tratamento elimina o tremor essencial, sem cirurgia intracraniana

Uma nova técnica baseada em ultra-som melhora da qualidade de vida dos pacientes com tremor essencial, uma manifestação que limita as capacidades para desenvolver atividades diárias como escrever, comer, dirigir, andar ou falar

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

Este novo tratamento não-invasivo foi apresentado hoje no Hospital HM Porta do Sul de Móstoles pelo diretor médico do centro, Santiago Marcos de Aguiar; o diretor médico do HM CINAC (Centro integrado de ciências e tecnologia), José Obeso; e o diretor de Desenvolvimento de Projetos ERESA, José Fabregat.

Neste encontro também participou Joana Barajas, paciente tratada com este novo método, que explicou as melhorias que experimentou em sua vida.

Segundo explicou o médico Obeso, este tratamento, chamado HIFU (Ultrassom focalizado de alta intensidade), permite “levar os ultra-som sobre um ponto específico do cérebro, sendo capaz de remover tecidos, devido à elevação da temperatura”.

O médico acrescentou que o HIFU também está empregando em doenças como a doença de parkinson, agindo em áreas do cérebro envolvidas em aspectos como a lentidão e rigidez; também foi estimado que pode ser aplicada logo em alterações neuropsiquiátricas.

Em Portugal há 400.000 pessoas afetadas pelo tremor essencial e 150.000 com doença de parkinson, e o HIFU “permite uma recuperação quase imediata e irreversível após um tratamento de algumas horas”, acrescentou o doutor Obeso.

No entanto, o neurologista sempre insistiu em que a grande novidade é que não é necessário realizar uma craniotomia ao paciente para colocar diretamente eletrodos no cérebro encarregados de bloquear os neurônios ou eliminar os tecidos que fazem com que sua atividade seja anormal e dê lugar a tremores incapacitantes.

Joana Barajas confessou que sua qualidade de vida melhorou com caráter geral: “Antes eu não podia comer, escrever ou falar e tinha muitas contrações que eu tinha que ir para que eu tratados; tenho passado do não ao sim”.

A paciente foi detalhado passo a passo de como foi o seu procedimento: “Me metido em um tubo, e eu tive que aguentar estoicamente porque, se isso o faz bem, fornece muito o processo ao doutor”.

Tiago Marcos de Aguiar afirma que esta nova tecnologia permite realizar um tratamento que antes só era feito através de cirurgia aberta.

Por seu lado, José Fabregat declarou que, para ele, é uma “grande satisfação poder colocar ao alcance da população uma nova técnica para tratar os pacientes que não tiveram resultados tão satisfatórios de outra maneira”.

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