Um novo estudo em ratos, um envelhecimento mais saudável

Uma menina salta à corda aos auxiliada por duas mulheres mais velhas. Foto EFE

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Os resultados foram publicados na revista Nature, em um artigo que assinam pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares português (CNIC), as universidadesespanholas de Saragoça e Santiago de Compostela e o Medical Research Council (Reino Unido).

De acordo com este trabalho, a maneira em que o ser humano envelhece pode ser determinada muito antes de que se inicie o processo de envelhecimento e apareçam os primeiros sinais, informa o CNIC.

Tanto os humanos como os ratos têm dois genomas, o nuclear e o mitocondrial, o que está nas mitocôndrias, alguns pequenos organelos celulares que funcionam como fontes energéticas.

Ao igual que o seu equivalente nuclear, no mitocondrial há diferenças entre uma e outra pessoa.

O que agora são constatado em ratos, os investigadores liderados por José Antonio Enríquez, do CNIC, é que variantes patológicas do DNA mitocondrial têm um impacto sobre o metabolismo e a qualidade do envelhecimento.

“Este estudo revela como a variação genética de apenas alguns genes pode afetar a qualidade com que envelhecemos”, segundo Henriques, que aponta que também representa um “enorme avanço” para entender melhor o processo de envelhecimento, ao descobrir que as diferenças não patológicas em função mitocondrial têm implicações diretas no ritmo do envelhecimento do indivíduo.

Henriques, detalhou que as variantes genéticas do DNA mitocondrial são identificadas 90, embora ainda não sabem definir o quanto pesa cada uma: entre as 90 sabemos que está a diferença.

A chave desta investigação está em demonstrar como a combinação e interação de nossos dois genomas (nuclear e mitocondrial) desencadeia uma adaptação celular que terá repercussões ao longo de toda a nossa vida e que determinará a qualidade do envelhecimento, explica a nota, por seu lado , Ana Latorre-Pellicer, primeiro signatário deste estudo.

Os cientistas constataram que mudando apenas o DNA mitocondrial dos ratos desencadeou-se uma série de mecanismos adaptativos celulares em animais jovens que permitiram um envelhecimento mais saudável.

“Se somos capazes de explicar biologicamente, os fatores que nos permitam envelhecer, iludindo as patologias associadas à idade, podemos manter uma saúde duradoura durante o envelhecimento”.

Não obstante, há que ter em conta um aspecto, aponta Henriques, que o ambiente influencia o envelhecimento: assim, pois, o ambiente, a genética do genoma nuclear e agora, graças a este trabalho, a do DNA mitocondrial são os três elementos que condicionam como funciona o metabolismo do indivíduo.

“Quanto melhor funcionar, você terá um envelhecimento mais saudável”, acrescenta.

Além do envelhecimento, este trabalho abre novos horizontes no estudo de doenças cardiovasculares, diabetes ou câncer, mas, além disso, proporciona, segundo seus autores, “uma informação muito valiosa” para compreender como se devem aplicar as técnicas de substituição mitocondrial.

Trata-Se de uma abordagem terapêutica destinada a evitar a transmissão de mutações patológicas da semente (se substituem as mitocôndrias com alterações da mãe por mitocôndrias de uma doadora saudável), popularmente conhecida como “filhos de três pais genéticos” e que já foi aprovada no Reino Unido.

Este trabalho salienta que os riscos potenciais deste processo não devem ser ignorados e como os transplantes de órgãos ou transfusões de sangue os doadores devem ser compatíveis, conclui Henriques.

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