Um desafio para a nutrição

Acaba de começar o ano letivo. Muitos pais se perguntam se os seus filhos estão bem alimentados no colégio e se consomem menus equilibrados com nutrientes necessários para o seu desenvolvimento

EFE/Javier Etxezarreta

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Legumes, salada, peixe, legumes, fruta…Combinações de alimentos saudáveis e frequências de consumo. Este é o trabalho do nutricionista, que assessora a empresa de catering na hora de elaborar as refeições para escolas e jardins-de-infância, uma validação que é obrigatória por Lei de Segurança Alimentar e Nutrição.

Sua experiência permite afirmar que as empresas de catering “estão fazendo um grande esforço para contratar cada mês um serviço de validação dietética para as programações dos menus, oferecendo, assim, a garantia de ter menus com a frequência de consumo e métodos de cozimento estabelecidos pela legislação”. Além disso, têm em conta os menus especiais para aqueles que sofrem de alergias, intolerâncias ou diferenças culturais.

Um dos erros é contratar um nutricionista que não é especializado em alimentação coletiva, apenas em dietas de emagrecimento, e, portanto, não é o adequado. Outro problema ocorre quando os cozinheiros, sem formação dietética, esforçam-se “por conseguir que os seus pequenos clientes acabem com toda a comida do prato. Isso, às vezes, leva de boa-fé ao tentar esconder o gosto de alguns alimentos difíceis, como o peixe e os legumes. E recorre-se a dar o peixe quase sempre massa ou a verdura refogada. Não é que esteja mal, mas se torna uma medida fixa, tende a dar uma dieta rica em gordura”, explica Montané.

Scolarest, marca do Compass Group, que se dedica há mais de 45 anos para a restauração para o segmento de educação. A “complexa” tarefa de elaborar um cardápio escolar, atende tanto à “adequação nutricional”, como a tarefa de “ensinar a comer”, aponta Vicenç Seles, nutricionista-nutricionista do Compass Group Portugal.

Esta empresa de catering, líder internacional em serviços de restauração, presente em mais de cinquenta países e que serve mais de 4.000 milhões de refeições/ano, dispõe de um Serviço de Nutrição e Dietética próprio, o que valida os menus, assessora para uma oferta alimentar saudável e permite oferecer um serviço mais próximo e personalizado aos clientes.

E em casa?

Os pais podem verificar nos menus que os alunos comem legumes, peixes ou frutas. “Mas, ao chegar a casa e com o cansaço da longa jornada de trabalho cedem às demandas da criança que acaba comendo batatas fritas e rebozados”, aponta Roser Montané. “Não devemos culpar a família -acrescenta-, devemos dar-lhe ferramentas para que entenda os riscos de uma alimentação desequilibrada”. Isto faz com que o índice de obesidade infantil é maior entre as crianças que almoçam em casa.

Também desde a empresa existe preocupação com a obesidade infantil, um problema que se deve focar tanto a partir da melhoria da alimentação das crianças, como o estímulo para que desenvolvam maior atividade física e esporte, aponta o especialista do Compass Group, que aponta que em sua companhia estão “totalmente alinhados e comprometidos com a estratégia NAOS”, iniciativa do Ministério da Saúde para sensibilizar a opinião pública para este problema.

As medidas higiênico-sanitárias na elaboração do cardápio são importantes.

Vicenç Seles explica que as cozinhas centrais de seu grupo “são capazes de trabalhar na chamada linha quente (cozinhar, distribuir, servir e comer) ou na linha fria (cozinhar, refrigeração, distribuir, regenerar, servir, comer). Nossos padrões de qualidade são muito altos, a segurança alimentar e a qualidade da comida é o primeiro”, aponta.

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