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Um terço dos infectados por HIV são jovens de 20 e 29 anos

Quase um terço dos 4.000 novos infectados pelo HIV a cada ano no Brasil são jovens entre 20 e 29 anos, um setor da população pouco conhece, que perdeu o respeito à aids, não tem conhecido os momentos difíceis da epidemia e considera que está controlado.

EFE/Carlos Ortega

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Explica o doutor Santiago Moreno, chefe do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Ramón y Cajal (Madrid), na apresentação da campanha Noise Agains AIDS, o projeto vencedor de HIV Think Tank, um concurso organizado pela Coordenadora Estadual de HIV-Aids (CESIDA) e o laboratório Janssen.

O que eles têm de saber que os jovens sobre o HIV?

Moreno destacou a “tendência” da aids, que tem aumentado sua incidência em todas as faixas de idade, embora a maioria dos novos infectados têm uma média de 37 anos e é infectada por via sexual em 80% dos casos.

A crença de que “a mim não me vai tocar” também existe entre a população homossexual masculina, especialmente afetada pelo HIV, por ser um vírus “mais fácil de transmitir entre homens”, indicou o doutor.

O coordenador do concurso, Jorge Garrido, foi pedido que as campanhas de prevenção são direcionadas em especial a este coletivo para que todos os jovens, sem exceção, evitem a “comportamentos sexuais de risco” que permitem chegar a uma geração livre da aids”, tal como foi sublinhado Marc Medina, porta-voz do projeto vencedor.

Com o lema “Ruído contra a aids”, este aluno e os colegas da Escola Superior de Disseny i Enginyeria de Barcelona pretende chegar a todos os jovens, através da internet e das redes sociais, sem esquecer de “forrar a cidade” para fazer refletir: “talvez você tem que colocar mais meios para evitá-la”.

Esta campanha pôr em marcha “para os jovens e para os jovens” contará com atividades a pé de rua em Madrid, Barcelona, Saragoça, Sevilha e Bilbao, embora a sua principal vantagem é a “participação 2.0 para envolver o público”, disse Garrido.

O coordenador também tem defendido a importância da “educação afetivo-sexual” e criticou que tanto a sexualidade como o HIV continuem a ser um tema tabu, mesmo em grupos de amigos.

“A juventude deve-se entender que a aids é uma doença grave e deve conhecer bem as maneiras de evitá-la”, diz o doutor Moreno, que, além disso, foi avisado de que a eficácia do tratamento com anti-retrovirais, ainda não está comprovada em homossexuais.

Revelou também que mais de 30% dos novos infectados são imigrantes, uma percentagem que aumenta até a metade em cidades como Madrid.

O concurso HIV Think Tank contou com a participação de 62 projetos de 26 universidades espanholas e foi premiado com 1.000 euros a todos os finalistas: “#7segundos”, “#EmpodérateVIH”, “#O que você olVIHda algo?” e “I’m fucking ready”.

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Um terço dos espanhóis tem varizes e 20.000 esperam ser operados

30% da população tem varizes e 20.000 pessoas estão à espera de ser operadas em Portugal, uma lista de espera que, segundo os especialistas, é necessário dar resposta “à margem dos problemas políticos ou administrativos” do Sistema Nacional de Saúde (SNS)

EFE/G. do Rosário

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É uma das reivindicações dos médicos que participaram no 60º Congresso da Sociedade Espanhola de Angiología e Cirurgia Vascular (Seacv), que se realiza entre hoje e sexta-feira, juntamente com outros simpósios de diagnóstico vascular, cirurgia endovascular, flebologia e linfologia.

“Eu gostaria que o Ministério da Saúde me dizer o que vai acontecer com essas 20.000 pessoas brincos de ser desapropriadas por varizes e como é que vai gerir essa lista de espera”, declarou o doutor Vicente Ibáñez, que aborda as jornadas questões como flebologia e linfologia.

O laser prevalência geral, que permite queimar a veia por dentro com uma fibra óptica, ou da radiofrequência são algumas das novidades terapêuticas mais importantes para combater as varizes, embora a cirurgia de remoção ainda é o método mais utilizado.

Ibáñez foi recomendado ir à consulta do cirurgião vascular diante de sintomas como comichão, sensação de cansaço ou inchaço nas pernas, pois podem resultar em problemas maiores como varicotrombosis ou varicorragias.

Patologias vasculares

O aneurisma de aorta abdominal é uma das patologias que mais preocupa os palestrantes já que afeta 8 % dos homens com mais de 55 anos e pode resultar em uma ruptura após a dilatação da artéria, o que resulta na morte do paciente em 80% dos casos.

“É uma doença silenciosa, pois não implica em nenhum tipo de sintomatologia”, exceto quando se rompe a aorta, alertou o médico Luis Javier Álvarez, presidente da Sociedade Espanhola de Angiología e Cirurgia Vascular.

De acordo com o médico, há que “sensibilizar” a população e incentivar os idosos com mais de 65 anos façam provas, como a ultra-sonografia abdominal para detectar o risco de sofrer desta doença antes que seja demasiado tarde, como já se faz em outros países como o Reino Unido.

E é que a ruptura desta artéria gera uma hemorragia maciça que pode ser uma “catástrofe”, pois normalmente “não dá tempo para chegar ao hospital”, foi profunda o especialista.

Sobre o diagnóstico vascular, o doutor Ramón Vila destacou o uso cada vez mais recorrente de ultra-som, um método não invasivo”, que não danifica os pacientes, para os que “antes não havia comida ou água, mas graças ao diagnóstico ultra-som é cada vez menos necessário”.

Mais de metade das intervenções para tratamento de problemas vasculares já é feita por métodos endovasculares, uma “tecnologia de alto impacto” que exige “formação continuada” por parte de especialistas para estar ao dia, conforme declarou a doutora Mercedes Guerra.

O doutor Ibáñez também colocou o foco no linfedema, um tipo de edema que aparece como resultado de uma obstrução nos canais linfáticos.

Esta patologia é uma das mais prevalentes” e afeta um milhão de pessoas em Portugal, um número que “nada baladí” por que este especialista exige a criação de unidades especiais para tratá-la.

Os palestrantes disseram que estão “em conversas com o Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade para apresentar suas propostas.

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Um terço das espanholas entre 23 e 49 anos, muito satisfeitas com sua vida sexual

Uma pesquisa sobre hábitos sexuais e uso de contraceptivos entre as mulheres e os profissionais de saúde revela que mais da metade das mulheres se consideram muito importante ter uma vida sexual ativa; 77% usam contraceptivos

Foto: MSD

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Estes são os dados de uma pesquisa sobre a importância e a qualidade das relações sexuais em mulheres espanholas e como conhecem e valorizam os métodos contraceptivos que usam, por que escolhem o preservativo, a pílula ou o DIU?.

“O inquérito astro lounge”, apresentado esta semana, foi realizado em 2.900 mulheres da população geral, entre 23 e 49 anos e 300 profissionais de saúde, entre as quais se encontram, ginecólogas, parteiras, médicos residentes de ginecologia e enfermeiros.

A razão de tomar esta última mostra foi para ver como são os comportamentos sexuais de saúde que trabalham com as mulheres e lhes aconselham sobre que métodos contraceptivos tomar ou suas relações íntimas.

Esta pesquisa foi coordenada pelos doutores José Lete, chefe do Serviço de Ginecologia do Hospital de Santiago Apóstolo de Vitoria e Ezequiel Silva Campos, chefe de Serviço de Ginecologia do Hospital Geral de Requena, em Valência.

A pesquisa foi realizada por AMBER Marketing Research por encomenda da MSD.

Os hábitos sexuais

“Praticamente a metade das mulheres espanholas considera que é muito importante ter uma vida sexual ativa, em concreto, 47% das mulheres da população geral e aumenta para 53% em profissionais de saúde”, assegura o dr. Pérez Campos.

Em relação à satisfação de suas experiências sexuais, um terço das mulheres se mostra muito satisfeita, aumentando de novo a percentagem em ginecólogas, parteiras, enfermeiras…até 45 por cento.

Quanto à qualidade das relações sexuais, a nota que colocam é bastante alta, “notável”, já que em uma escala de 1 a 10, situa-se em 8,1. Um dado, “altamente satisfatório”, segundo o chefe do Serviço de Ginecologia do Hospital Geral de Requena.

Sobre a informação sexual de que dispõem, 8 em cada 10 mulheres consideram que têm muita ou bastante informação sobre sexualidade, e, em geral, as mulheres chegam ao seu médico ou ginecologista para tirar suas dúvidas e decidir-se por um método contraceptivo, no entanto, quando se trata do preservativo as visitas ao especialista diminuem consideravelmente.

O uso de contraceptivos

O conhecimento que as mulheres têm de os métodos contraceptivos? A pesquisa revela que tanto a população em geral como os profissionais de saúde conhecem mais, em primeiro lugar, a pílula, seguida da camisinha, o DIU e o anel. O maior desconhecimento está no método de ligadura de trompas, vasectomia e a marcha-atrás.

O uso actual de métodos contraceptivos em mulheres:

  • 77% das mulheres da população em geral, utiliza os métodos contraceptivos.
  • O preservativo é o mais utilizado pelas espanholas (com 30%), seguido da pílula com 17%.
  • Os profissionais de saúde também utilizam, em primeiro lugar, o preservativo (23%), enquanto que no segundo, divididos entre a pílula, o DIU e o anel.
  • Um 23% das mulheres não estão tendo nenhum método contraceptivo; bem porque estão grávidas, procuram um menino, não podem ter filhos ou não ter relações sexuais.

Quais são os principais motivos para a escolha de um método contraceptivo?, “claramente, os mais destacados são o conforto e a eficiência“, afirma o doutor Lete.

O que as mulheres querem a parte de não engravidar? O preservativo é o método contraceptivo mais utilizado pelas espanholas pelo conforto, mas o chefe do Serviço de Ginecologia do Hospital de Santiago Apóstolo de Vitória, assegura que “há que saber que o preservativo não se encontra dentro dos métodos mais eficazes, está em um segundo nível, o problema é que em Portugal há um medo generalizado a hormonarse”, coisa que não acontece nos outros países europeus.

O estilo de vida é outro fator que influencia na hora de escolher o método contraceptivo tomar: as mulheres que usam o anel costumam ter uma vida muito mais ativa (viagens, horários complicados) que procuram um método mais simples.

As mulheres que gostam de testar métodos naturais optam pela ligadura de trompas ou vasectomia, e curiosamente também são as que menos tempo dedicam a cuidar de seu corpo.

Quais são os métodos mais eficientes, confortáveis e que geram maior confiança?

EFICIÊNCIA– A pílula aparece como o mais eficaz entre as mulheres em geral e para os profissionais de saúde é o DIU.

CONFORTO–A população em geral percebida como mais conveniente a pílula e para as parteiras, ginecólogas, enfermeiros…são o DIU e o anel. Mas ambos os grupos concordam que o preservativo é o menos confortável de todos.

CONFIANÇA–Para as espanholas entre 23 e 49 anos, o método mais confiável e proporciona-lhes a pílula e para os profissionais de saúde também é o DIU.

Contracepção na perimenopausa

O dr. Pérez Campos insiste em lhe conceder grande importância para as mulheres entre 40 e 45 anos, já que neste período a mulher pensa que já não tem chances de ficar grávida, quando na verdade não está isenta disso.

O ginecologista Perez Campos afirma que “essas mulheres são o segundo grupo com mais partos interrompidos após as jovens entre os 15 e os 20 anos”.

Uma de cada seis mulheres com sintomas de menopausa ou já com ela reconhece não tomar nenhuma precaução, uma vez que acreditam que não se pode engravidar.

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Um terço da população portuguesa terá câncer em algum momento de sua vida

EFE/Chema Moya

Quinta-feira 28.01.2016

Quinta-feira 28.01.2016

Estes são alguns dos dados que foi dado a conhecer hoje o presidente da SEOM, Miguel Martinho, em uma roda de imprensa com motivo do Dia Mundial do Cancro no próximo dia 4 de fevereiro, e que tem justificado o aumento do envelhecimento da população, a exposição a fatores ambientais e a eficácia das técnicas de diagnóstico.

Explicou que, se em 2012 a incidência do câncer situava-se na 215.534 diagnósticos novos por ano -com mais frequência em maiores de 65 anos-, para 2020, será esperam 246.713, dos quais a maioria são homens (148.998 homens frente a 97.715 mulheres), o que representa um aumento de ambiente por 1% a cada ano.

Em 2012, os cânceres mais comuns foram os colorectal (14,98 %) que afetaram ambos os sexos, seguido do de próstata (12,92 %), pulmão (12,39 %), mama (11,7 %) e da bexiga (6,4 %).

No caso dos homens, o mais freqüente foi o de próstata (21,67 %), seguido pelo de pulmão (16,94 %), intestino grosso (14,98 %), bexiga (9,01 %) e estômago (3,79 %), enquanto que nas mulheres o de mama é o mais numeroso (28,99 %), seguido do intestino grosso (14,92 %), útero (5,89 %), pulmão (5,67 %) e ovários (3,72 %).

Martin acredita que estes dados obedecem a que, historicamente, os homens têm tido hábitos de vida menos saudáveis, são fumado mais e tenham estado em contacto com tóxicos úteis, apesar de avisado do aumento dos casos de câncer de pulmão em mulheres e acredita que em poucos anos este tipo de tumor será mais frequente entre mulheres do que o de mama.

Em 2012, esta doença causou a morte de 102.762 pessoas (63.579 homens e 39.183 mulheres) e estima-se que em 2020 cerca de 117.000 pessoas morrem por cancro em Portugal.

O presidente da SEOM afirmou que o câncer de pulmão é o “máximo assassino”, e o culpado de uma em cada cinco mortes, seguido do de cólon (que causa 14.7000 mortes por ano), o de mama (6.075 mortes), pâncreas (5.720) e o de próstata (5.481).

A maioria dos tumores tem experimentado um aumento das taxas de cura, exceto o de pâncreas, estômago e pulmão”, que estão paralisadas”, e as novas terapias não são terapêuticas, mas aumentam a sobrevivência.

Martin foi qualificado estes números preocupantes, mas salientou que alguns desses tumores são evitáveis -como o da bexiga, do pescoço ou pulmão, que é reduzida em um terço se abandonar o tabaco.

Acredita-se que o câncer é um problema de saúde “de primeira ordem”, já que constitui um dos principais motivos de internamento hospitalar e é a segunda causa de morte, depois das doenças do aparelho circulatório.

Para corrigir estes números, o presidente da SEOM, destacou a importância dos ensaios clínicos que são “fundamentais para avançar no tratamento e cura da doença”.

Em 2015, foram autorizados em Portugal 818 ensaios clínicos, os que entre 35 e 40% foram realizadas em oncologia.

Martin também se mostrou partidário de melhorar a formação dos profissionais de saúde e destacou que são necessários oncologistas formados em geriatria, devido ao progressivo envelhecimento da população. “A mais idade, mais risco de câncer”, afirmou.

Solicitou, também, que se reduzam os requisitos legais para prescrever mórficos, fundamentais para controlar a dor em doentes avançados de câncer.

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Um suicídio a cada 40 segundos

A OMS alerta que, atualmente, 55% das pessoas que acabam com a sua vida são menores de 45 anos e que é a segunda causa de morte entre os jovens de 10 a 24 anos

EFE/ Alejandro Ernesto

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A Cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo, o que eleva a um milhão anual, o número daqueles que decidem acabar com a sua vida, uma epidemia que cada vez mais se estende aos jovens, de acordo com denúncia da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um fenômeno que afeta todas as regiões do mundo e para todos os grupos de idade, e que é especialmente preocupante porque para cada suicídio há 20 tentativas fracassadas, lembre-se da OMS em Dia para a Prevenção do Suicídio.

No entanto, em meio século houve uma mudança de tendência: se, em 1950, 60 por cento dos suicídios eram protagonizados por pessoas com mais de 45 anos, atualmente, 55 por cento das pessoas que acabam com a sua vida são menores de idade.

Os índices de suicídios entre os jovens aumentaram tanto que em um terço dos países esta faixa de idade é considerada a de “maior risco” pela OMS.

“As causas exatas do porquê desta mudança de tendência não sabemos. É um fenômeno que afeta todos os países e que está aumentando, mas as razões principais não as conhecemos, são muitas, variadas e mudam muito de caso a caso”, disse em entrevista à Efe Alexandra Fleischmann, do departamento de Saúde Mental da OMS.

Mais tentativas de mulheres e homens mais eficazes

Em geral, as mulheres realizam mais tentativas de suicídio que os homens, mas estes são mais eficazes do que as mulheres porque usam métodos mais radicais (como pistolas ou pesticidas), em frente ao abuso de medicamentos das mulheres.

Os fatores que determinam levar a cabo uma tentativa de suicídio são múltiplos e variados -psicológicos, sociais, biológicos, culturais e ambientais -, mas generalizando, pode-se afirmar que:

  • As desordens mentais (depressão e uso desproporcional do álcool, especialmente) são um fator maior de risco na Europa e nos Estados Unidos.
  • Nos países asiáticos o impulso “desempenha um papel essencial”.

“Por exemplo, nas zonas rurais da Ásia, há um grande problema com os pesticidas. Em uma situação desesperadora, os agricultores tomam impulsivamente o pesticida e morrem rapidamente”, explicou Fleischmann.

“Além disso, -acrescentou – nas zonas remotas, o acesso à saúde é muito mais difícil do que se a tentativa de suicídio é realizada em um apartamento de uma grande cidade desenvolvida, onde essa pessoa pode ser levada de urgência a um hospital e ser salva”.

Com relação à América Latina, a região tem mantido tradicionalmente baixos níveis de suicídios, se bem que existem grandes diferenças entre os países, como revela o 1,9 por cada 100.000 homens peruanos, que acabam com sua vida, contra os 26 para cada 100.000 dos homens uruguaios.

Fleischamann explicou que os recentes estudos revelam que, embora os países nórdicos continuam a ter altas taxas de suicídios, o fenômeno se estende na Europa do Leste, e particularmente na Ásia, “em grandes países como a China ou a Índia, com uma grande população e com imensos problemas ligados ao desenvolvimento e à globalização”.

Crise econômica, apenas um estopim

Consultada sobre o aumento de suicídios relacionados com a crise econômica que afeta alguns países da Europa, Fleischmann afirmou que, na maioria dos casos, as pessoas que os cometeram eram “vulneráveis” previamente, e a pressão só agravado a situação.

Perante esta situação, a OMS recomenda atuações multidisciplinares, como a formação do personad de educação e de saúde; a restrição do acesso aos métodos (pistolas, pesticidas, remédios); “cuidar” da apresentação pública dos casos (evitar publicá-los nos meios de comunicação), entre outros.

“A prevenção não se trata corretamente a causa da falta de consciência sobre a importância do problema, e o fato de que seja um tema tabu em muitas sociedades”, concluiu a especialista.

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Um sistema para prevenir a queda do cabelo que faz com que a quimioterapia

Um sistema de resfriamento do couro cabeludo aplicado durante as sessões de quimioterapia evita a queda de cabelo decorrente do tratamento, com uma eficácia entre 40 e 90 por cento, dependendo do tipo de fármaco utilizado

De izq. para a direita: drª Carmen Yelamos; o doutor Sergio Vañó; o professor José Luis González Larriba; o doutor César Marques; Nuno Marques e James Taylor.

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Quarta-feira 15.10.2014

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A perda do cabelo é um dos efeitos colaterais da quimioterapia mais traumático para os pacientes de câncer.

De fato, entre 8% e 10% de estes se recusam a receber quimioterapia ou a abandonam, disse em conferência de imprensa Carmen Yelamos, psicooncóloga e especialista em psicologia clínica GenesisCare.

O procedimento, que também é eficaz na sobrancelha e cílios, aplica-se usando uma touca de silicone, pelo qual circula um fluido refrigerante que está ligado a uma máquina que mantém a temperatura ideal.

Desta forma, o couro cabeludo atinge uma temperatura entre 19 e 21 graus a nível da pele, fazendo com que os tóxicos da quimioterapia não chegarem ou o façam em um baixo percentual de células do folículo piloso.

Provoca um duplo efeito: por um lado reduz o aporte sanguíneo por vasoconstrição dos vasos sanguíneos (encerramento parcial) e, além disso, produz um fechamento da membrana celular, ao passo que qualquer tóxico que lhe chegue.

“Produz uma citoprotección frente aos quimioterápicos”, disse o doutor César Marques, presidente Oncobel, a empresa que criou em Portugal o sistema, denominado Paxman.

O processo foi inventado em 1997, na Grã-Bretanha e foi melhorando até que, em abril de 2017 obteve a certificação da FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos, que admite sua plena eficácia e segurança.

Em Portugal está disponível a partir de 2012 em alguns hospitais públicos e privados, centros especializados, mas também tem sido aplicado em um público (Hospital de Ourense), através de uma fundação.

Nesses seis anos, foram tratados cerca de 300 pacientes, dos quais 90 % são mulheres e 10 % homens, estes últimos com mais de 60 anos quase todos eles.

O doutor José Luis González Larriba, chefe da seção de oncologia do Hospital Ramón y Cajal de Madrid, explicou que o cabelo está perdido para as duas ou três semanas de começar o primeiro ciclo de quimioterapia, e se prolonga até seis meses depois de terminar.

O tratamento aumenta o tempo que o paciente deve permanecer na sessão de quimioterapia, pois o gorro é colocado cerca de meia hora antes da infusão do medicamento e se mantém até uma hora e meia depois de terminar o processo.

É essencial iniciar o tratamento a partir da primeira sessão de quimio e só pode ser utilizada em tumores sólidos. No caso de crianças não é aplicável, já que o tipo de câncer que sofrem costuma ser líquido (leucemias e linfomas).

Para que seja mais eficaz, é recomendável que o cabelo esteja previamente molhado e é muito importante que o gorro esteja bem ajustado.

O doutor González Larriba assegurou que este procedimento não aumenta a incidência de metástases no couro cabeludo e nem diminui a eficácia da quimioterapia.

A perda do cabelo, como consequência da quimioterapia “não é um problema estético, é psicológico”, já que “pode afetar durante um ano e meio da vida de um paciente e pode ser devastador”, avisou a doutora Escarlate López, chefe do serviço de oncologia magnus amaral campos da Fundação Jiménez Díaz.

O tratamento não custa mais do que uma peruca de cabelo natural e não se cobra, se não funcionar, tem assegurado o doutor Sebastião.

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Um simples reconhecimento descartaría 90% de morte súbita em atletas

O atleta Miguel Ángel Cayuela realiza um teste de esforço/EFE/Morell

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Na Espanha, a cada dia morre uma pessoa, enquanto faz esporte, o dado entre pessoas com menos de 35 anos é de uma morte a cada quatro dias. Com um controlo médico adequado, essas mortes são evitáveis, por isso nascem a Medicina Esportiva e a Cardiologia Esportiva, uma tendência que, na Europa, está emergindo a toda a velocidade, de acordo com o referido relatório.

Paralelamente, nos últimos anos houve um aumento no interesse pela prática de esportes como o ‘running’ e a participação em eventos populares, triatlo, etc., atividades que envolvem um esforço físico que nem sempre é avaliado de forma adequada.

Antes de começar a desenvolver uma actividade desportiva de forma constante, é recomendado descartar qualquer distúrbio da morfologia e da parte elétrica do coração dos jovens com menos de 35 anos e de doenças cardíacas isquêmico ou coronárias em pacientes de maior idade. Com um simples reconhecimento descartaría mais de 90% dos casos de morte súbita em atletas”.

Quanto às suas causas, 90% dos casos de morte súbita são relacionados com problemas no coração. Em pessoas acima dos 35 anos, em sua maioria, são devidas a alterações congênitas não reconhecidas. A partir dos 35 anos as causas mais comuns são doenças coronárias desconhecidas ou não bem classificadas para o exercício físico que se vai desenvolver.

Mais cuidado com as provas de longa distância

Para o doutor José Ramón Barral, especialista em Medicina do Esporte, “nos últimos anos tem perdido muito o respeito às provas de longa distância. Junte pessoas com pouca preparação e, como conseqüência, podem surgir alterações importantes do sistema renal, destruição em massa de músculos, golpes de calor, mas acima de tudo uma solicitação máxima do sistema cardiovascular”.

“Em Portugal”, prossegue o doutor Barrall, “não há uma lei que regulamente a participar em competições desportivas por causa médica, nem que regule os reconhecimentos necessários para a sua prática. Em países como a Itália, sim, onde se demonstrou a eficácia de um controle cardiológico prévio, diminuindo significativamente o índice de mortalidade súbita”.

A doutora Ângela Lopes, cardióloga do hospital HM Modelo de A Coruña, define os passos a seguir para começar a prática de um esporte, minimizando os riscos de sofrer de algum problema do coração.

“Com um reconhecimento de pré-participação desportiva por parte da equipe de Cardiologia Esportiva, se analisa o histórico clínico do paciente, antecedentes familiares relevantes, um electro e um eco-cardiograma, que servem para descartar problemas cardíacos”.

Em seguida, é realizada uma série de testes de esforço, que estabelece o “limite de segurança”, em que se verifica que o funcionamento dos órgãos é correto sob determinados níveis de esforço (medição da freqüência cardíaca e classificação da resposta a um protocolo de exercícios físicos, consumo de oxigênio).

Os resultados de tais testes servem para que o computador de Medicina Esportiva faça um projeto personalizado do treinamento adequado às características físicas e metabólicas de cada um”, diz a doutora López.

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Um rosto mais estreito

Mais uma vez, o mundo da estética nos surpreende e nos mostra uma nova forma de subtrair anos e somar beleza para o rosto. No último congresso de Beleza sem Cirurgia, o médico Ricardo Ruiz, chefe da Unidade de Dermatologia da Clínica Ruber e diretor da Clínica Dermatológica Internacional, expôs um dos usos mais comuns do Botox em países asiáticos

Antes e após a aplicação de botox em uma paciente asiática/ Foto do Journal Cosmetic Dermatology

Estilizar o rosto tornou-se a aplicação estrela da toxina botulínica no continente asiático. Trata-Se de “emagrecer” o rosto através de uma técnica de injeção em pontos estratégicos da região, que é o músculo que intervém no processo de mastigação. Assim se consegue um afilamiento do queixo e do terço inferior do rosto.

Além disso, está demonstrado a sua eficácia no tratamento do bruxismo, um hábito involuntário que afeta algumas pessoas e que consiste em apertar ou ranger os dentes durante o dia ou a noite. Isso pode causar dores de cabeça ou do queixo e da ruptura maciça da dentadura.

Algumas pessoas apresentam um desenvolvimento excessivo dos dois músculos maseteros. Às vezes, se dá por uma questão de constituição facial, por exemplo, em países como a China ou o Japão, os traços são mais largos do que em outras áreas do mundo, ou por hábitos que a pessoa tem em sua vida diária, como mascar chicletes em excesso ou contrair a mandíbula de forma inconsciente.

Com a injeção de Botox em pontos estratégicos de ambos os músculos conseguimos relaxar você e estilizar o contorno mandibular. Além disso, se a técnica se realiza, muitas vezes, conseguimos também educar o músculo, evitando que o alargamento volte a ocorrer”, afirma o dr. Ruiz.

Outro dos n.os tratados no congresso “Beleza sem cirurgia”, realizado recentemente em Madrid, foi o envelhecimento do rosto. Segundo o dermatologista Ricardo Ruiz, os mais jovens tendem a apresentar a forma de um triângulo de cabeça para baixo, onde o vértice do mesmo coincide com o queixo. No entanto, conforme os anos passam, isso vai invertendo por completo até coincidir a base do triângulo na região do queixo.

“Esse processo ocorre porque a gordura do rosto, que se encontra dividida, começa a reabsorberse em algumas áreas e se acumula em outras“, diz Ruiz.

A chave para obter uma imagem mais jovem consiste em manter a estrutura triangular do rosto injetando recheados apenas no terço superior, isto é, nas têmporas, a testa e pálpebras, e colágeno na área inferior.

O paciente que se submeta pode voltar à sua vida normal em questão de minutos e os resultados são apreciados a partir do primeiro mês. El efeito dura de 4 a 6 meses e o preço situa-se entre os 200 e os 400 euros.

  • Reduz o tamanho do músculo
  • Percebe-Se a linha da mandíbula mais estreita
  • Serão corrigidas as possíveis assimetrias
  • Diminui a dor muscular e de cabeça em pacientes com bruxismo
  • Evita que a hipertrofia dos maseteros

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Um robô permite operar epilepsias que não tinham tratamento

Nora, uma mulher de 28 anos, que desde os 17 era epiléptica, é uma das cinco primeiras pessoas que foram operadas de epilepsia no hospital del Mar de Barcelona, graças a um novo robô que abre as portas para o tratamento

Foto do robô fornecidas pelo Hospital del Mar de Barcelona.

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Há quatro meses Ela não tem nenhuma crise epiléptica e sua vida mudou por completo, mas, segundo explicou à Efe, ainda tem medo de que voltem. Agora a procura de um emprego e leva uma vida normal.

Explicou que chegou da Bolívia há mais de seis anos e que, embora em seu país já tinha ausências, perdas do conhecimento e convulsões, nunca soube, até que chegou a Portugal, que as três crises por mês, que sofria de se deviam a ataques de epilepsia.

Um robô chamado ROSA

O robô, que tornou possível operar a Nora chama ROSA e serve para delimitar o cérebro, onde está o foco em que se originam as descargas elétricas que provocam as crises epiléticas, segundo explicou em conferência de imprensa Gerand Conesa, chefe do serviço de neurocirurgia do hospital, e Rodrigo Rocamora, responsável pela unidade de Epilepsia do centro.

Após muitos testes de diagnóstico, a Nora fez-se-lhe com um computador um modelo virtual de seu cérebro e desenhou uma trajetória em três dimensões para ver por onde se deviam colocar os eléctrodos do robô ROSA, através de uma trepanación, para evitar tocar artérias e zonas sensíveis durante a cirurgia.

Depois, levou o paciente ao centro cirúrgico, fez-se-lhe um reconhecimento facial com laser e se você ajustou o modelo virtual 3D para a sua realidade, para que o robô possa colocar as guias para fixar os eletrodos e estudar sua atividade cerebral.

Com os eletrodos foram feitos registros de sua atividade durante um par de semanas, uma espécie de biópsia funcional do que acontece dentro do seu cérebro, e estimulou a área para ver se tinha funções elementares.

Com os dados do robô ROSA mapeou a área das crises e se estudou a possibilidade de remover as lesões, e com todos esses dados, os médicos decidiram de onde ele foi abordado e a cirurgia a que se aplicava.

Os médicos têm a negrito hoje que esta tecnologia diagnóstica, que em alguns casos concretos serve mesmo para termocoagular pequenas lesões em áreas de difícil acesso, permite operar em pacientes com epilepsias muito complexas que até agora estavam condenados a sofrer a doença por toda a vida.

Atualmente, só podem operar em doentes que não respondem ao tratamento farmacológico, 30% do total), mas muitos também não são operados porque até agora não se podia localizar com precisão a origem do foco que tinha que extrair.

Cinco intervenções

As cinco intervenções realizadas no Hospital do Mar, o robô ROSA permitiu colocar com precisão uma média de 12 eletrodos para estudar o foco da origem da doença de cada paciente e definir as funções cerebrais das áreas do cérebro, como veias ou artérias, que devem se retirar para curá-lo.

O doutor Conesa foi destacada que outra grande vantagem do robô é a sua velocidade, já que a automação do processo reduz o tempo de intervenção para colocar eletrodos de oito horas para apenas dois, o que facilita o trabalho dos cirurgiões e reduz as complicações.

A epilepsia é uma doença de que padece entre 0,5% e 1 % da população, cerca de 400.000 pessoas, que é causada por descargas elétricas no cérebro ativam neurônios de forma repentina.

Alterações no desenvolvimento das células cerebrais, infecções, tumores, derrames cerebrais, distúrbios degenerativos ou choque no cérebro que deixam cicatrizes muito pequenas, são algumas das causas da epilepsia, e suas consequências podem chegar a ser muito graves.

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um risco para o sobrepeso e a obesidade

EFE/Andy Rain

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Sexta-feira 08.04.2016

Quinta-feira 18.12.2014

Sexta-feira 28.11.2014

Este é um dos resultados de uma nova edição do estudo científico ANIBES (Antropometria, consumo e balanço energético em Portugal) que analisa nesta ocasião, a relação entre os diferentes fatores sócio-econômicos e estilos de vida com o excesso de peso e a obesidade em uma amostra de 1.655 pessoas (798 homens e 857, de mulheres entre 18 e 65 anos.

Coordenada pela Fundação Espanhola de Nutrição (FEN), esta pesquisa foi publicada na revista científica Plos ONE.

Na população masculina, tanto o excesso de peso (40,5%), como a obesidade geral (22,7%) e a obesidade abdominal (64,7%) foi significativamente superior à feminina: excesso de peso (31,4%), obesidade geral (17,3%) e obesidade abdominal (52,5%).

E é que os hormônios sexuais afetam tanto a quantidade como a distribuição da gordura corporal, por isso que o sexo é um fator que influencia a composição corporal, assim como a oxidação e a mobilização das gorduras.

De acordo com ANIBES, o aumento do risco de desenvolver sobrepeso ou obesidade em homens pode ser determinado pelas diferenças nos padrões de actividade física e hábitos alimentares, que existem entre a população masculina e feminina.

Nível de escolaridade e rendimentos económicos

A maior parte dos participantes da pesquisa tinham terminado o ensino secundário equivalente (48,9 %), a média mensal de rendimentos na maior parte dos casos se encontrava na forquilha entre 1.000 e 2.000 € (39,1 %), e 16 % não tinham trabalho.

Os resultados de ANIBES indicam que apenas um nível educacional universitário estava inversamente associado com o problema de excesso de peso e obesidade geral e abdominal. Por outro lado, um nível de estudos superior aos primários está associada com uma forma de proteção contra a obesidade geral e abdominal.

O nível educacional pode exercer uma influência sobre a saúde e o peso corporal, já que está relacionado com o conhecimento em temas de saúde e de estilos de vida saudáveis, incluindo os hábitos de alimentação e de atividade física.

Por sua parte, os rendimentos familiares condicionam as escolhas de alimentos, mas em geral tendem a estar associados a outras influências sócio-econômicas, como o nível de estudos, que também modulam os hábitos alimentares e o estilo de vida.

Atividade física

A maioria dos participantes deste estudo (62,9 %) dedicava-se menos de 75 minutos por semana para a realização de atividade vigorosa. De acordo com as recomendações, mais de 150 minutos semanais estão associados com um menor risco de sobrepeso e obesidade geral e abdominal.

A pesquisa mostrou que as mulheres passavam mais tempo realizando atividade física de intensidade moderada a vigorosa, embora um 21,6 % dedicam menos de 150 minutos por semana a fazer algum tipo de atividade física.

Em contraste, os homens dedicavam mais tempo a cada semana para realizar atividade física de intensidade vigorosa e 52,6 % da população dedicava-se menos de 75 minutos semanais.

Ver televisão e dormir

Dedicar horas à televisão é considerada um comportamento sedentário e um 65,5% dos entrevistados confessam vê-lo bastante ou muito frequentemente, o que contribui para a obesidade, e não apenas por não fazer atividade física, mas também pela influência de “anúncios relacionados com alimentos de alta densidade energética e outros condicionantes que favorecem o fato de comer mais”.

Dormir é também um importante fator de estilo de vida com influência na saúde. A média de horas de sono da população participante no estudo foi de 7,46 horas por dia, e 46,7 % dormia, pelo menos, 8 horas por dia.

De acordo com os resultados obtidos, dormir 7 horas ou mais por dia foi associado com um menor risco de obesidade geral e abdominal e o risco foi ainda menor, a partir das 8 horas diárias

“A parceria entre o dormir e o desenvolvimento de obesidade pode ser devida a que os indivíduos que permanecem mais tempo acordados têm maior probabilidade de sentir fome e maior número de ocasiões para comer. Também pode acontecer que dormir pouco associado com um estilo de vida menos saudável”, aponta o estudo.

Consumo de tabaco

Um terço dos entrevistados declara ser fumante. Neste estudo, como em outros, o tabagismo está associado com um menor risco de prevalência tanto de obesidade geral e obesidade abdominal porque a nicotina aumenta de forma intensa, os níveis de diferentes neurotransmissores e supressores do apetite e, em consequência, reduz a ingestão de alimentos.

O aumento de peso associado a parar de fumar desencoraja muitos fumantes a abandonar o hábito, mas com um programa de exercício e controle do consumo de alimentos, o peso pode ser controlado e mantido, sobretudo, ao passar um tempo desde o abandono do hábito de cigarros fumados, com grandes benefícios para a saúde associados, apontam os autores.

Sugestão

Após os dados fornecidos pelo estudo, a estratégia de prevenção e redução da obesidade geral e abdominal deve melhorar os hábitos de sono e atividade física e dirigir-se em especial aos grupos mais vulneráveis, como aqueles com um nível de escolaridade menor, sugere o estudo ANIBES.

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Um desafio para a nutrição

Acaba de começar o ano letivo. Muitos pais se perguntam se os seus filhos estão bem alimentados no colégio e se consomem menus equilibrados com nutrientes necessários para o seu desenvolvimento

EFE/Javier Etxezarreta

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Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Segunda-feira 20.08.2018

Legumes, salada, peixe, legumes, fruta…Combinações de alimentos saudáveis e frequências de consumo. Este é o trabalho do nutricionista, que assessora a empresa de catering na hora de elaborar as refeições para escolas e jardins-de-infância, uma validação que é obrigatória por Lei de Segurança Alimentar e Nutrição.

Sua experiência permite afirmar que as empresas de catering “estão fazendo um grande esforço para contratar cada mês um serviço de validação dietética para as programações dos menus, oferecendo, assim, a garantia de ter menus com a frequência de consumo e métodos de cozimento estabelecidos pela legislação”. Além disso, têm em conta os menus especiais para aqueles que sofrem de alergias, intolerâncias ou diferenças culturais.

Um dos erros é contratar um nutricionista que não é especializado em alimentação coletiva, apenas em dietas de emagrecimento, e, portanto, não é o adequado. Outro problema ocorre quando os cozinheiros, sem formação dietética, esforçam-se “por conseguir que os seus pequenos clientes acabem com toda a comida do prato. Isso, às vezes, leva de boa-fé ao tentar esconder o gosto de alguns alimentos difíceis, como o peixe e os legumes. E recorre-se a dar o peixe quase sempre massa ou a verdura refogada. Não é que esteja mal, mas se torna uma medida fixa, tende a dar uma dieta rica em gordura”, explica Montané.

Scolarest, marca do Compass Group, que se dedica há mais de 45 anos para a restauração para o segmento de educação. A “complexa” tarefa de elaborar um cardápio escolar, atende tanto à “adequação nutricional”, como a tarefa de “ensinar a comer”, aponta Vicenç Seles, nutricionista-nutricionista do Compass Group Portugal.

Esta empresa de catering, líder internacional em serviços de restauração, presente em mais de cinquenta países e que serve mais de 4.000 milhões de refeições/ano, dispõe de um Serviço de Nutrição e Dietética próprio, o que valida os menus, assessora para uma oferta alimentar saudável e permite oferecer um serviço mais próximo e personalizado aos clientes.

E em casa?

Os pais podem verificar nos menus que os alunos comem legumes, peixes ou frutas. “Mas, ao chegar a casa e com o cansaço da longa jornada de trabalho cedem às demandas da criança que acaba comendo batatas fritas e rebozados”, aponta Roser Montané. “Não devemos culpar a família -acrescenta-, devemos dar-lhe ferramentas para que entenda os riscos de uma alimentação desequilibrada”. Isto faz com que o índice de obesidade infantil é maior entre as crianças que almoçam em casa.

Também desde a empresa existe preocupação com a obesidade infantil, um problema que se deve focar tanto a partir da melhoria da alimentação das crianças, como o estímulo para que desenvolvam maior atividade física e esporte, aponta o especialista do Compass Group, que aponta que em sua companhia estão “totalmente alinhados e comprometidos com a estratégia NAOS”, iniciativa do Ministério da Saúde para sensibilizar a opinião pública para este problema.

As medidas higiênico-sanitárias na elaboração do cardápio são importantes.

Vicenç Seles explica que as cozinhas centrais de seu grupo “são capazes de trabalhar na chamada linha quente (cozinhar, distribuir, servir e comer) ou na linha fria (cozinhar, refrigeração, distribuir, regenerar, servir, comer). Nossos padrões de qualidade são muito altos, a segurança alimentar e a qualidade da comida é o primeiro”, aponta.

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um desafio em pesquisa clínica

Os benefícios do efeito placebo são conhecidos, mas atualmente não é aplicado como terapia por ser um mecanismo inespecífico. Ainda foram identificados padrões de ativação e mudanças neurobiológicos, a subjetividade parece jogar um papel determinante. Investigar sua eficácia para integrá-lo na prática clínica pode reduzir os custos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Tiras de cor-de-rosa para combater a dor abdominal. Ilustração de Beatriz de Pedro para a Editora Relê

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Segunda-feira 17.06.2013

Terça-feira 26.01.2016

A dia de hoje, podemos assegurar que a existência do efeito placebo é objetivamente demonstrável. As técnicas de neuroimagem utilizadas em diversos estudos têm concretizado as áreas cerebrais envolvidas no processo. No entanto, a resposta varia em função das particularidades do indivíduo.

O efeito placebo é definida como a reação que provoca uma substância que, embora não tem poder curativo, tem um resultado terapêutico sobre o paciente. A nível neurobiológico, a resposta do efeito placebo, parece estar condicionada pelo aprendizado prévio e por chaves verbais e sociais.

Se bem que os padrões neurofisiológicos estão estabelecidos, este mecanismo ainda é considerado inespecífico. A subjetividade e a diversidade do efeito o descarta como possível alternativa terapêutica na prática clínica atualmente.

A Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN) e a uma neurocientista Crisal Rodríguez concordam que este aspecto é um dos menos estudados e destacam a necessidade de continuar investigando.

Investigação das causas

Nos últimos anos foram pesquisados nas bases neurobiológicas do efeito placebo. “A maioria dos estudos estão baseados em técnicas de neuroimagem avançada, como a ressonância magnética cerebral e PET (tomografia por emissão de pósitrons)”, declara o doutor João Carlos Portal, vogal da SEN.

Estes estudos, realizados principalmente em pessoas com dor e patologias neurológicas como a doença de Parkinson, demonstraram que o efeito placebo vem mediado por respostas neurológicas em áreas específicas (casca cingulada anterior, insula, amígdala, córtex pré-frontal, direita e tálamo).

Todas essas estruturas fazem parte do sistema límbico. “A amígdala, ao ser ativado, gera reações emocionais intensas como o medo”, explica Crisal Monaco. Além disso, poderia ter relação com os sistemas de alguns, considerado, opióides e endocanabinoides.

Isto sugere uma transição no conceito geral do placebo, desde a sugestão e o poder da mente, a fisiologia real do efeito placebo. No entanto, a resposta individual do efeito levou a considerar que não existe um único efeito placebo, mas muitos, cada um com diferente mecanismo em função da patologia e de intervenção terapêutica.

A subjetividade do efeito placebo

Uma das áreas menos estudadas é por que não todos nós respondemos igual perante o efeito placebo. “Há variáveis genéticas que geram melhores respostas em algumas pessoas do que em outras”, comenta a uma neurocientista.

Por sua parte, o neurológo João Carlos Portillo concorda que os estudos de neuroimagem de que dispõem, ainda são escassos, indicam que a influência genética condiciona a variabilidade individual.

Segundo o especialista, os estudos indicam que o efeito placebo está condicionado tanto por aspectos cognitivos como emocionais. Ao mesmo tempo, outros aspectos psicológicos que influenciam a resposta do paciente são as expectativas do doente e o condicionamento reflexo.

O Boletim INFAC (Informações fármaco-terapêutica da Comarca) interpreta a perspectiva psicológica e associa o condicionamento seguido de expectativa: quanto maior é a expectativa do indivíduo, maior é o efeito placebo, e maior será o condicionamento associado ao futuro.

Possíveis aplicações terapêuticas

Um dos artigos mais completos sobre os avanços biológicos, clínicos e éticos do efeito placebo, foi publicado em 2011 na revista The Lancet. Posteriormente, estudou-se o efeito placebo através de inúmeros ensaios clínicos. Por exemplo, em 2015, divulgou um artigo na revista de Medicina Psicossomática sobre como melhoraram os sufocos menopáusicos, e a revista ” JAMA Psychiatry publicou uma análise sobre como melhorou a resposta aos antidepressivos nos casos de depressão maior.

Atualmente, não é habitual que, na prática clínica use o efeito placebo como uma alternativa terapêutica, tal como declara o doutor Portal. O neurologista reconhece que “pode ser utilizada para estudar alguns sintomas, principalmente aqueles que colocam ter uma origem psicológica”, e explica que há evidências de que o efeito não anula, de todo, embora o paciente saiba que se trata de um placebo.

Não obstante, de acordo com os dados da INFAC, “entre 45% e 97% dos médicos reconhecem ter usado placebos, na maioria dos casos placebos impuros, como antibióticos para infecções virais, analgésicos, medicamentos em doses subterapéuticas ou vitaminas”. As razões apresentadas mais frequentes eram demanda indevida de medicamentos por parte do paciente e/ou esgotamento de outras opções terapêuticas.

A Sociedade Espanhola de Neurologia listados como patologias com maior perspectiva clínica a dor, tanto aguda como crônica, transtornos de ansiedade, e as patologias neurológicas como a doença de Parkinson.

De fato, embora o placebo figura como possível tratamento para a dor recomendado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, alerta para o fato de que a substância não atua sobre as causas da patologia.

Além disso, diversos estudos têm demonstrado a intervenção de vários fatores na intervenção do efeito placebo. Existe evidência de que o preço, a cor, ser de marca ou genérico, o tamanho dos comprimidos ou a via de administração influenciam a eficiência da administração.

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Um religioso espanhol doente em um hospital da Libéria, o que chegou o ebola

O religioso espanhol Miguel castela e leão, de 75 anos, permanece isolado e doente no hospital São José de Monrovia (Libéria), junto a outros cinco religiosos, dentre eles uma freira guineense com passaporte português. Pajares está pendente dos resultados que confirmem se foi infectado pelo vírus do Ebola

Enfermeiros do Hospital ELWA de Monrovia (Libéria) são desinfectados após estar em contato com pessoas afectadas pelo vírus do ebola. EFE/EPA/AHMED JALLANZO

Sexta-feira 01.08.2014

Quinta-feira 31.07.2014

Sexta-feira 04.07.2014

Segunda-feira 17.06.2013

Terça-feira 26.02.2013

A organização de cooperação internacional Juan Cidade ONGD, que pertence à Ordem Hospitaleira de São João de Deus, confirmou ontem a morte do diretor do hospital, o irmão Patrick Nshamdzea, por causa dovírus do Ebola, depois de duas semanas de luta contra a doença.

Atualmente, o hospital está fechado e encontram-se isolados os cinco religiosos. Ele descartou que a irmã de passaporte português Juliana Bohi, de origem guineense e com passaporte português, apresente os sintomas característicos do ebola, conforme informou ontem, dado que o seu estado melhorou.

No entanto, a religiosa congo Chantal Pascaline apresenta os mesmos sintomas que Miguel Pajares e também está à espera dos resultados do teste do cérebro que lhes fizeram ontem e que, provavelmente, serão conhecidos hoje.

Em um comunicado, a organização de cooperação internacional, pertencente à Ordem Hospitaleira de São João de Deus, explicou ontem que o religioso lhe “tomaram amostras de sangue para fazer o teste do cérebro, que leva um mínimo de seis horas para dar o resultado, por que os irmãos estão à espera de que o Ministério da Saúde liberiano lhes relatório”.

No caso de que o teste do ebola seja positivo, a ONG propõe que vários voluntários liberianos que se encontram na área possam entrar no recinto hospitalar para que seja tratado da doença.

A organização religiosa solicitou ao Governo daquele país africano mais recursos para combater o vírus.

A ONG enviou na passada sexta-feira em Madrid 700 quilogramas de material hospitalar para a proteção e isolamento do pessoal hospitalar.

Ao lado dos espanhóis, estão isolados outro religioso, duas irmãs missionárias da Imaculada Conceição africanas e o administrador do hospital de nacionalidade ganesa.

Só o pessoal do Ministério da Saúde pode aceder ao centro, mas por agora não o fez, pelo que estão muito preocupados com esta situação, explica a organização.

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Um “Presente de mãe” fantástico e genial

As crianças estão em Astúrias com Germán. Falo com eles por telefone.

-Bem.

-Sim.

-Na cabana.

– Sim? Que bom. E o que fazeis?

-Pintar.

-Não me lembro. Você passo-a-Ari?

-Bom, vale a pena. Ei, eu te amo muito, e te echo de menos.

-Eu também. Adeus.

-Oi, mãe.

-Bem.

-Bem.

-Diga-me algo de que haveis feito, anda.

-Não me lembro.

Está claro que eles não estão muito lenguaraces hoje. Eu também não.

-Sim.

-Pois não te parece muito entusiasmado.

Silêncio.

-Bom, meu amor, eu te amo um montonazo e não te digo que a vontade que eu tenho de te ver…

-E eu.

De repente, me ilumina de uma máquina.

-Ouve -digo.

Silêncio.

-Uma coisa.

Silêncio.

– Você sabe que minha mãe parou de fumar? -digo suavemente, quase envergonhada.

– ¡¡¡¡¡¡ BIEEEEEEN!!!!!! -soa do outro lado.

– Você se feliz por? -digo, riéndome.

-Um momento, mamãe -disse-me o Ari-. Você sabe o que, Elmo? Que a mãe parou de fumar POR FIM.

Se ouvem vivas, gritos e risos.

Se me vêm à memória as cenas dos últimos meses. Elmo e Ari a ler com voz piscando os slogans dos pacotes de tabaco: “Fu… mar… ma… TA!”. Sua cara de susto. “Mas mãe, aqui coloca. Você vai morrer”.

Apontando as arrepiantes fotos de gargantas ceifadas (“Mamãe, olha como vai ficar a garganta”), pulmões corroídos (“Mãe, você tem os pulmões, assim, como um frango frito?”), faces macilentas (“Olha, mãe, dentro de nada, você vai ter essa cara de zumbi”).

Puxando desesperados da minha mão no sentido contrário quando eu queria entrar no estanque. “Vamo-nos daqui, mãe. Você Me prometeu mil vezes que não ia fumar mais”.

Recebendo secas respostas forense acostumado a traquinar com cadáveres, como “Todos nós vamos morrer, céu” ou “Tu o teu”.

Por sua inesperada alegria, deduzo sua angústia anterior. Ao fim e ao cabo, não lhes restava outra que ver várias vezes ao dia, o medo de que desaparecessem seus pais (seu teto, sua comida, seu cobertor, seu guarda-chuva, seu som, seu alívio, o tanque, o seu modelo…), escrito e desenhado em reportagem fúnebres sobre a prateleira da cozinha, na mesa da sala, esquecido em um banco do banho.

Acho que acabei de fazer -que eu acabei de fazer – um bom presente.

“A mother’s gift”

The boys are in Astúrias with Germán. I’m talking to them on the phone.

“Hi Elmo, love, how are you?”

“Okay.”

“Oh yeah? Are you having a good time?”

“Yeah.”

“Where are you?”

“In the cabin.”

“Yeah? That’s great. And what are you doing?”

“I can’t remember. Will I put Ari on?”

“Well, okay. Hey, I love you very much and I miss you.”

“Me too. Bye.”

“Ari?”

“Hi, mom.”

“How are you, honey?”

“Okay”.

“Tell me what you’ve been doing, will you?”

“I can’t remember.”

It’s obvious they’re not very talkative today. Neither am I.

“Are you looking forward to the Three Kings?”

“Yeah.”

“Well, you don’t seem very excited.”

Silence.

“Well, honey, I love you loads and I’m dying to see you

“Me too.”

All of a sudden I have a brilhante idéia.

“Listen,” I say.

Silence.

“Just one thing.”

Silence.

“Do you know that mom has given up smoking?” I half mumble, feeling almost ashamed.

“YEEEESSSS!!!!” I hear on the other side.

“Are you glad?” I say, laughing.

I hear Elmo in the distance.

“What’s up? What’s happened?”

“Hang-on-a-minute, mom,” disse Ari. “Do you know what, Elmo? Mom has given up smoking AT LAST.”

I can hear hoorays, cheering and laughing.

Many scenes from the past few months come to mind. Elmo and Ari reading the warning signs on cigarette packets with trembling voices, ” … Smo king… KILLS.”Their frightened faces. “But mom, it says it here. You’re going to die.”

Pointing to the shocking photos of festering throats (“Mom, look what your throat will look like”), corroded lungs (“Mom, are your lungs like that, like fried chicken?”), haggard faces (“Look mom, you’ll soon have a zombie face like this”).

Desperately pulling me in the opposite direction when I wanted to go into the tobacconist’s to buy cigarettes. “Let’s get out of here, mom. You’ve promised lots of times that you won’t smoke anymore.”

Receiving curt replies, worthy of forensic doutor used to dealing with corpses, like “We’re all going to die, honey” or “Mind your own business.”

From their unexpected joy, I realize their hidden anxiety. After all, they had não choice but to face the fear, several times a day that their parents might disappear (along with their roof, food, blanket, umbrella, lullaby, comfort, tank, role model …) written and illustrated in death notices on the kitchen shelf, the sitting room table, left behind on a bathroom stool.

I think I’ve just given them, just given myself, a great gift.

Tradução: Leonora Nem Eigeartaigh.

TODOS OS RELATOS: “O dia-a-dia de Elmo e Ari”

Um passeio pela geografia erógena

Explorar as zonas erógenas da geografia corporal já é um prazer. Descubra quais são as partes mais sensíveis e como aproveitar o seu potencial através de um mapa que as percorre ponto-a-ponto

Escultura que representa um casal dançando abraçado, do artista colombiano Fernando Botero. EFE

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O cérebro é a zona erógena por excelência, mas não a única. O corpo humano coloca à nossa disposição um conjunto de locais altamente receptivos ao prazer que, com freqüência, não reparamos.

Um fato que o barómetro “Os jovens espanhóis e o sexo” de Controle põe de manifesto. Segundo este estudo, no qual participaram jovens entre 18 e 35 anos, “mais de 64% reconhece não ter nem idéia ou ter um longo caminho a descobrir” em que zonas erógenas se refere.

Para sanar essas lacunas no terreno sexual, a empresa de preservativos e a psicóloga e sexóloga Nayara Malnero projetaram este mapa que identifica as áreas mais sensíveis de homens e mulheres.

Por que esquecemos de certas zonas erógenas?

Na hora de identificar essas áreas, o estudo aponta que 80% dos entrevistados optaram por os genitais, seguidos do pescoço (73%) e o peito, especialmente o corpo feminino.

Enquanto que outros pontos altamente sensíveis, figuram como “desconhecidos”, entre eles, o couro cabeludo, as pernas e as mãos, que só foram consideradas como zona erógena por 8% dos entrevistados.

A sexóloga afirma que esse desconhecimento se deve à falta de educação sexual e ao fato de que a sociedade atual está centrada na relação sexual e a falta de dinheiro representa. Além disso, “a maioria dos jovens não dedica tempo a explorar seu corpo de outra maneira ou a ter relações sexuais e que não levem ao orgasmo imediato”, afirma Malnero.

O elemento-chave: a comunicação

Este estudo reflete a dificuldade para identificar os pontos sensíveis entre os mais jovens, mas “atrevo-me a dizer que os não tão jovens” também se dá, aponta. De acordo com os resultados do barómetro, apenas 18% dos entrevistados disseram conhecer “perfeitamente” as zonas erógenas de seu parceiro, enquanto que 82% afirmou ter dúvidas.

A especialista afirma que muitas vezes se comete o erro fatal” de pensar que se o meu parceiro me quer, sabe o que eu gosto e o que tem que fazer, sem a gente pedir.” Malnero atribui esta atitude a um prolongado mito do amor romântico que nada tem de real. Quando se trata de dar prazer, há que ter em conta que:

  • Não existe uma fórmula que funcione com todo mundo. Não obstante, “se nos aproximamos zonas de maior sensibilidade, como os genitais”, é menos comum que alguém não goste, explica.
  • Do mesmo modo, as formas de estímulo que nos fazem desfrutar variam, “cada pessoa é um mundo, e isso é o que você tem que descobrir”.
  • Os pontos erógenos preferidos podem mudar com o tempo. Podem-Se descobrir algumas áreas de que nunca se tinha conhecimento ou que tenham outras que lhe deixem de gostar.

Malnero adverte que este mapa apresenta-se como um guia para estimular e conhecer as zonas erógenas, mas pode não coincidir com as preferências de algumas pessoas, observa a sexóloga, que enfatiza que “o importante é a comunicação, o saber pedir e perguntar, e conhecer-se a si mesmo”.

A masturbação tem um papel importante neste sentido, “se você não sabe como você gosta de ser estimulado é muito fácil querer cumprir os cânones”, conclui.

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Um projeto premia com até 100.000 euros para a melhor ideia contra a esclerose

A farmacêutica Sanofi Genzyme apoiará, com até 100.000 euros a ideia vencedora de um projeto apresentado em Barcelona contra a esclerose múltipla (EM), que tem como objetivo encontrar soluções que melhorem o dia-a-dia, em qualquer dos três casos da doença escolhidos de entre 103 propostas

Apresentação projeto ‘The World vs MS’. (Izq. à direita) Paula Bornachea, paciente com EM; Ana Torredemer, membro da diretoria do EME; Manuel Gómez de Cadiñanos, responsável pelas Relações Institucionais com Associações de Doentes de Sanofi Genzyme; e Ferran Vergés, Comunicação Externa Sanofi.Foto Fornecida pela Sanofi

Segunda-feira 13.08.2018

Quinta-feira 26.07.2018

Quinta-feira 05.07.2018

Em uma primeira fase, o projeto, que leva por nome “The World vs MS” (O Mundo contra a EM), pacientes, familiares e profissionais de saúde que lutam contra a doença propuseram um total de 103 desafios diários que os doentes têm de enfrentar em sua vida diária.

“São coisas que, para as pessoas que não têm esta doença são comuns, mas para uma pessoa com EM pode ser algo complicado, como apertar um botão ou fazer a cama”, explicou o responsável pelas Relações Institucionais com Associações de Doentes de Sanofi Genzyme, Manuel Gómez de Cadiñanos.

De todas as proposta apresentadas, um júri composto por um representante das empresas organizadoras (Sanofi, Entrepreneurial Spark, MS Ireland e Wired) selecionou os três casos mais representativos, que são para os que se procurará uma solução.

“O júri irá procurar soluções que sejam viáveis, práticas e que possam chegar ao maior número de pacientes possível”, comentou gomes de Cadiñanos, que esteve acompanhado por membro da diretoria da entidade de Esclerose Múltipla em Portugal, Ana Torredemer, e por Paula Bornachea, paciente com EM.

Bornachea, professora de informática, de 31 anos, e EM oito, enfrenta mudanças de temperatura, que afetam, sobretudo, a seus pés e é um dos três casos finalistas para que o projeto vai tentar dar solução.

“Chão ter os pés frios ou congelados, é uma sensação muito desconfortável e não importa quantos meias, cobertores ou água quente me aplique”, contou Bornachea, que acrescentou que, por causa da invisibilidade dos sintomas da doença, “é muito difícil que as pessoas empatice contigo”.

Os outros dois desafios escolhidos estão relacionados com o controle urinário e com restrição de mobilidade, problemas que afetam até 80%, e entre 70 e 80 % dos pacientes de EM, segundo explicaram os representantes do projeto.

Até o dia 22 de novembro próximo podem apresentar ideias para dar solução a um dos três desafios escolhidos mediante o envio de um vídeo de entre um e três minutos, que explique a proposta, podendo incluir esboços da mesma, uma apresentação ou um plano de negócio.

O júri escolherá as três melhores ideias, que podem ser votados pelo público através da Internet durante o mês de dezembro, e o vencedor terá a possibilidade de desenvolver sua proposta, durante os próximos 18 meses, a protagonizar vídeos na documentação, o progresso, e contará com um financiamento de até 100.000 euros.

Gómez de Cadiñanos também aproveitou a ocasião para destacar a participação espanhola na iniciativa, já que 23 dos 103 desafios foram propostos a partir de Portugal e dos três desafios finalistas, dois são de pacientes espanhóis e um italiano.

A esclerose múltipla é uma doença crónica do sistema nervoso central, uma das patologias neurológicas mais comuns entre a população de 20 a 30 anos, e pode produzir sintomas como fadiga, falta de equilíbrio, dores, distúrbios visuais e cognitivas, dificuldades de fala ou tremores, entre outros.

“A esclerose múltipla afeta no mundo 2,5 milhões de pessoas no Brasil, existem 47.000 pessoas afectadas pela doença”, afirmou Torredemer que espera que o projeto sirva para sensibilizar a sociedade sobre a doença.

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Um projeto médico do doutor Guillén pretende reduzir as lesões musculares

De esquerda.. a drcha), o doutor Pedro Guillén; o presidente do COE, Alexandre Branco; e o da AFE, Luis Rubiales/Foto fornecida pela Clínica Cemtro

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A pesquisa se realiza dentro de uma Unidade criada especialmente na Clínica Cemtro de Madrid, mas que também conta com a colaboração da Clínica Solk de San Diego (Estados Unidos) e duas espanholas mais como a Universidade Católica de Múrcia e o Clinic de Barcelona.

O estudo, que se realiza primeiramente em pequenos animais como os ratos, porque “leva pouco em se curar”, pretende reduzir as lesões musculares de atletas até a metade do prazo.

“O atleta é o melhor doente que eu já tive, se você quer curar e quer mais. Aprendi que o atleta tem seus problemas nas partes moles, como primeira causa da baixa, e então, já está no osso”, destacou o doutor Pedro Guillen.

“O programa de trabalho está estratificado e realizações, se aparecerem, serão porque nos temos relacionado com a ciência, com sentido crítico, o respeito e veneração. A pesquisa deve ser uma fiel expressão da sociedade. Não pode ser inacessível e só acessível para poucos. A ciência deve ser uma atividade social e humana, e nem exclusiva nem excludente de outros”, disse Guillén.

O doutor Guillén e sua equipe da Clínica Cemtro são os responsáveis do vídeoblog de traumatologia dentro do conjunto de vídeoblogs por especialidades médicas de EFEsalud. Aqui você pode ver todos os seus trabalhos para o nosso site.

AFE: Luis Rubiales

Luis Rubiales, presidente da AFE, apostou em ajudar neste projeto de pesquisa, devido a sua confiança no doutor Guillen e ao seu conhecimento, por sua própria experiência como jogador de futebol profissional, a importância em reduzir esses prazos, as lesões musculares.

“A Guillen o conheci há 21 anos por uma lesão que me imposibilitaba jogar e que eu poderia levar à retirada. Com a sua ajuda consegui jogar mais de dez anos”, disse Rubiales, que se mostrou “confiante em valores, dons e condição humana” do doutor.

“Se algo define a sua condição humana é a generosidade para que uma parte de seu patrimônio você colocar ao serviço da sociedade. Mostrar valores como a perseverança, a empatia, a educação e o desejo de superação com humildade”, confessou Rubiales, que garantiu que o seu “compromisso” com a pesquisa “vai além” deste projeto.

COE: Alexandre Branco

Alejandro Blanco, presidente do Comitê Olímpico Espanhol, mostrou a sua satisfação por este projeto que classificou de “importante para os atletas profissionais” e elogiou o empenho da AFÉ com esta pesquisa.

“Tudo o que fizerdes em AFÉ é importante e que os tenhais envolvido na pesquisa é de valorizar. A formação e assegurar um futuro melhor em qualquer campo tem um valor inestimável”, disse Branco, que também destacou o trabalho do médico Guillen e sua equipe.

“Lograreis bons resultados para o atleta, mas, sobretudo, para a ciência. A capacidade, o conhecimento e a dedicação que tem é de admirar por pessoas que tanto faz por nós”, concluiu Alexandre Branco.

Comitê Paralímpico: Tomás Fernández

Tomás Fernández, responsável médico do Comitê Paraolímpico Português, deu seu ponto de vista sobre o projeto médico de investigação.

“O atleta quer competir e uma lesão muscular se inabilitou, porque em competições curtas ou você joga, ou você vai quebrar. O grande problema é que muitas lesões foram tratados em função da prática habitual, mas tinha pouco conhecimento científico. Se conseguirmos decifrar a melhor partitura, a recuperação vai encurtar o tempo biológico”, confessou.

Atlético de Madrid, Enrique Cerezo

Enrique Cerezo, presidente do Atlético de Madrid, compareceu ao ato, por sua relação de amizade com o doutor Guillen há mais de 35 anos.

“Há todos esses anos, eu gravava as operações já em sua clínica, e posso dizer que sempre a sua vida e a sua obsessão foi a defesa do jogador de futebol”, disse Cerezo.

A assinatura do acordo para o projeto de pesquisa, realizado na Clínica CEMTRO, foram exfutbolistas como Manolo Sanchís, Rubén da Rede, Adelardo, Dani Garcia Lara e Francisco Pavón.

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Um projeto europeu irá trabalhar com moléculas de RNA para criar uma vacina contra a aids

Cientistas do Hospital Clínic de Barcelona apresentaram o projeto europeu iHivarna, que será utilizada pela primeira vez, moléculas de RNA para criar uma vacina terapêutica que conseguir imunizar os pacientes infectados pelo HIV e que, segundo crêem, pode estar pronta daqui a quatro anos

O professor Gatell, no centro da cidade, junto ao pesquisador Felipe Garcia e drª Teresa Gallart, em janeiro passado, quando apresentaram os primeiros avanços da vacina terapêutica contra o vih/EFE/Alejandro García

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Segundo explicou o chefe da equipe de pesquisa ‘Aids e doenças infecciosas’ do Instituto de Pesquisas Biomédicas August Pi i Sunyer (Idibaps), o doutor Josep Maria Gatell, esta vacina terapêutica “evitaria o crescimento que sofrem as pessoas infectadas pelo HIV ao retirar a medicação anti-retroviral”, atualmente, o único tratamento disponível.

iHivarna baseia-se nos resultados obtidos em janeiro deste ano, durante o ensaio clínico de uma vacina terapêutica, que conseguiu reduzir em 90 % a carga do vírus em pacientes infectados, embora de maneira temporária.

Ressaltou, no entanto, que estas estatísticas “não são suficientes” e que o objetivo do novo projeto é chegar a reduzir a quantidade de VIH no sangue “, pelo menos até 99 %”.

Moléculas de RNA

O coordenador do projecto em Portugal e também membro do Idibaps, o doutor Felipe Garcia, explicou que, para criar esta nova vacina o computador trabalhará pela primeira vez, moléculas de RNA, encarregadas de levar a informação de que os genes para a síntese de proteínas.

A futura vacina usaria esse tipo de moléculas para activar directamente as células dendríticas, que são aquelas que, em um organismo saudável, se encarregam de alertar a todo o corpo de uma determinada doença.

“O organismo de uma pessoa infectada pelo HIV nunca recebe ordens corretas ou completas, que é o que tem de fazer quando está infectado e, em muitos casos, o organismo de pacientes com sida não sabe nem o que está infectado”, explicou o doutor Garcia.

A esta idéia de como funcionará a futura vacina, o doutor Gatell acrescentou que “se trata de uma forma lógica de avançar, tendo em conta os resultados positivos e encorajadores registrados em janeiro”.

No caso de que a vacina finalmente apresentasse resultados satisfatórios, a sua produção e comercialização em grande escala seria “mais acessível”, já que se trata de “uma vacina barata e fácil de produzir”, disse o doutor Gatell.

O projecto europeu iHivarna se enquadra no tema ‘Segurança e eficácia das vacinas terapêuticas” do sétimo Programa-Quadro da Saúde 2013 e é financiado com seis milhões de euros da Comissão Europeia, de acordo com o doutor Gatell, “o orçamento mínimo imprescindível para jogar para a frente”.

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Um protótipo de mictório 2.0 lava e seca o pau em poucos segundos

Um protótipo de mictório que lava e seca o pau em questão de segundos após seus uso. EFE/Gevorkyan

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Esta reinvenção mais higiênica do mingitorio é fruto do trabalho de três políticos: o próprio Gevorkyan, seu companheiro, o economista Ivan Giner, com quem fundou a empresa E&I de dispositivos de carga de móveis em bares e locais, e o técnico Miguel Ángel Levanteri, que trouxe a pergunta que deu lugar ao invenção: como redesenhar o clássico urinário e transformá-lo em algo que irá marcar a diferença.

“Ele Nos procurou, como empreendedores e nós sugerimos o uso de sensores, para que o usuário não tenha que tocar em nada e tudo o mais higiênico possível”, comentou à EFE Gevorkyan, que explica que o sistema é composto de um sensor que é ativado com o uso do aparelho urinário.

Quando o utilizador tiver terminado de usá-lo, os sensores detectam o e põem em marcha uma cortina de água enjabonada cuja temperatura varia de acordo com a estação: a mais fresca no verão e mais quente no inverno, que em apenas três segundos limpa o pau do que tenha utilizado o urinário.

Vantagens

Segundo seu inventor, tudo são vantagens deste sistema que é projetado para se adaptar aos diferentes usuários e que funciona da mesma forma independentemente do tamanho de seu membro “para que ninguém no mundo fique discriminado”, além de ajudar a economizar água, uma vez que para a sua utilização “está tudo calculado”.

A água enjabonada da cortina, que só cai durante três segundos, serve também para limpar o mingitorio em si, sempre seguindo uma direção que impede que a água saia do vaso.

Quando acabou de sair a água, outro sensor que ativa o sistema de secagem, cuja temperatura também de acordo com a temperatura exterior, que também dura apenas três segundos e que funciona como um secador de mãos.

Mas, além de suas óbvias vantagens para os usuários, Gevorkyan garante que o sistema oferece rentabilidades elevadas para as empresas produtoras, uma vez que inclui um sistema de duplo revestimento que reduz o custo de fabricação.

“Além disso, permite que se utilizem os novos polímeros, que são muito baratos, em vez de porcelana, que é tradicionalmente mais cara”, acrescenta.

Projeção externa

Trata-Se de uma invenção com um grande potencial comercial, e os empresários políticos sabem disso. Gevorkyan tem claro qual é o seu objetivo: nada mais e nada menos do que a completa substituição do banheiro tradicional, a longo prazo, “como o fez o misturadora com a torneira normal”.

“A islândia, Suécia e Áustria estão entre os países mais limpos do mundo. Lá certeza de que poderia triunfar”, é certo que o bioquímico, mesmo que seu objetivo é o mundo inteiro, já que os três inventores têm a patente internacional do projeto.

Agora, Gevorkyan e Giner estão envolvidos em negociações com uma empresa espanhola que quer comprar a patente, que fez uma oferta de 680.000 euros, a segunda que receberam.

“Primeiro, uma empresa holandesa nos ofereceu 300.000 euros, quando ainda estávamos um pouco ‘verde’, mas nos demos conta de que o projeto vale muito mais”, explica o inventor do aparelho urinário, que se mostra “disposto” a negociar não só com empresas dedicadas à compra de patentes, mas com empresas do setor.

Em qualquer caso, o projeto se tornará realidade em setembro, quando os valencianos têm planejado fazer uma impressão em 3D de um ou dois protótipos, que será a materialização de tudo o que até agora não era mais do que uma ideia.

Quanto ao futuro, Gevorkyan se mostra aberto, e assegura que têm várias coisas em mente, mas que querem seguir o “foco”, a fazer realidade o urinário 2.0, um trabalho em um setor em que gostaria de continuar trabalhando, talvez com um serviço semelhante para mulheres “para que, então sim, não haja discriminação”.

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Um programa para diminuir as complicações das grávidas obesas

Cerca de 20 por cento das mulheres grávidas têm obesidade , um problema que implica em complicações tanto para sua saúde como para seu filho, que poderão diminuir graças a programas específicos, como o que traz o hospital Doutor Peset de Valencia

Sandra Rodríguez às portas do hospital Doutor Peset/EFE/Manuel Bruque

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Este hospital público valenciano criou uma área especializada em atendimento a mulheres com obesidade que querem ser mães, onde lhes oferecem aconselhamento preconcepcional e que realiza um acompanhamento permanente de toda a gravidez e um plano de preparação do parto.

A jovem, que mede 1,65 metros, pesava 105 quilos quando ficou grávida e, nestes primeiros sete meses de gestação só tem engordado quatro. Vai acabar com a gravidez, provavelmente no dia 20 de fevereiro, com um total de sete quilos ganhos, o ganho de peso recomendada por seu ginecologista, Diogo Ruiz.

Uma diabetes gestacional, que pode ou insulina três vezes ao dia, é a única complicação que foram detectados nesta futura mãe, que destaca a importância de ser constante” com as pautas marcadas.

Embora representem um “sacrifício” produz uma “satisfação tremenda” ver o bebê “evolui e cresce bem”, afirmou Sandra, quem tiver aconselhado qualquer mulher que se encontre na mesma situação que assista a programas como o que ela está seguindo.

Fala a ginecologista

A ginecologista Fernando Ruiz foi avisado dos riscos associados à gravidez no caso de mulheres obesas, como o diabetes estacional ou problemas de hipertensão, e que também podem afectar os seus filhos.

Além disso, o excesso de peso dificulta a visualização no ultra-som do feto para detectar malformações, especialmente nas semanas 12 e 20, já que esses bebês têm aumentado o risco de malformações do tubo neural.

As primeiras recomendações que recebem estas pacientes, de acordo com a doutora Ruiz, são um estilo de vida saudável, caminhando um mínimo de meia hora por dia e com uma dieta rica em frutas e vegetais, e não aumentar o seu peso em mais de sete quilos durante toda a gravidez.

Um ano em funcionamento

O chefe do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Universitário Doctor Peset, Antonio Cano, afirmou que decidiu lançar esta unidade há cerca de um ano, diante da “situação crescente” da obesidade na população, e até o momento atenderam cerca de quarenta mulheres.

De acordo com Cano, mais da quinta parte das mulheres grávidas entra na categoria clínica de obesidade, com um índice de massa corporal superior a 30 pontos, o que representa um problema de saúde pública, o que aumenta o risco de complicações.

Sublinhou que o “desafio” do programa é fazer com que as mulheres obesas comecem a seguir as diretrizes antes de engravidar, com uma consulta preconcepcional em que a preparação de suplementos, vitaminas e ácido fólico reduz a taxa de malformações fetais.

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Um programa especial de “O Bisturi”, prêmio audiovisual Plataforma SinDOLOR

(De izq. a drcha, o jornalista de rádio Jaume Segalés, membro do Júri; Ermesenda Fernández; e Javier Tovar/Foto fornecida pela Plataforma SinDOLOR

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Os prémios de Jornalismo da Plataforma SinDOLOR, uma iniciativa conjunta da Fundação Grünenthal e a Fundação para a Pesquisa em Saúde (FUINSA), em colaboração com a Associação Nacional de Informadores de Saúde (ANIS), alcançaram a sua VII edição e se entregaram na noite da última quinta-feira, 24 de novembro, em um hotel de madri.

Estes prémios têm três categorias, já que a Imprensa Escrita e Audiovisual, foi integrado na presente edição da Dor Infantil.

Rádio saudável e saudável

O prêmio para a categoria audiovisual foi para o programa especial sobre a dor que “O Bisturi” aconteceu no final de setembro, a forma de monografia, dirigido pelo responsável EFEsalud, Javier Tovar, e coordenado e conduzido por Ermesenda Fernández.

Neste Especial, como explicou Ermesenda Fernández ao pegar o prêmio, discutiu e aprofundou a luta contra a dor a partir de três ângulos diferentes, mas complementares: o trabalho da Unidade da Dor do hospital Ramón y Cajal de Madrid, coordenada pelo dr. José Luis de Rua; o papel que pode desempenhar a alimentação, com a nutricionista Anabel Aragão; e o fator psicológico e a sua influência na dor, com o psicólogo Sergio García.

Sete milhões de pessoas com dor

O objectivo destes prémios é reconhecer o trabalho realizado pelos profissionais dos meios de comunicação para dar a conhecer e sensibilizar sobre a dor, conscientizando assim a sociedade de um problema que afeta cerca de 7 milhões de pessoas em Portugal.

Também foram premiados, na categoria de Imprensa Escrita, compartilhando o primeiro prêmio, “O Mundo”, pelo trabalho de Laura Tardón “Um escudo contra a dor”; e “Jornal do Médico”, com a reportagem “O manejo da dor, livre de vícios em Portugal”, de Raquel Serrano e Carlos Moreno. Um segundo prêmio nesta categoria foi para Fermín Apezteguía por “Viver com dor”, publicado em “O Correio”.

Na nova categoria, Dor Infantil, a reportagem “Jogo contra a dor”, de Nuno Briongos, emitido na Antena 3, que recebeu o primeiro prêmio, enquanto que “A dor de uma criança”, de José Manuel Albelda, Mercedes Carreira, Roberto Gómez e Valentim Carreira, emitido na Rtp, obteve o segundo prêmio.

O júri da VII edição tem estado composto por Rosa Maria Calaf, jornalista e excorresponsal da RTVE; José Manuel González Aragão, diretor-geral de Servimedia; Emilio de Bento, presidente da Associação Nacional de Informadores de Saúde (ANIS); Dr. Anton Ferreiros, diretor de FUINSA (Fundação para a Pesquisa em Saúde); Dra Maria Dolors Navarro, diretora do Instituto Albert J. Jovell de Saúde Pública e Pacientes ; Rosa Moreno, padroeira da Fundação Grünenthal; Jaume Segalés, jornalista de rádio; Dr. João Antonio Micó, presidente da Sociedade Espanhola da Dor (SEDE), e Beatriz Peñalba, secretária do júri da VII Edição dos Prémios de Jornalismo Plataforma SinDOLOR.

Para Rosa Moreno, patrono da Fundação Grünenthal, esses elogios são o melhor reconhecimento ao trabalho diário dos jornalistas: “o Vosso trabalho é o melhor apoio para avançar na conscientização sobre a importância da dor. Através de vossas notícias, reportagens, análises, tem a capacidade de chegar a milhares de pessoas, o que os confere uma responsabilidade e um papel-chave para que toda a sociedade entenda o problema de saúde, social e econômico que representa a dor e, sobretudo, para que conheçam as opções terapêuticas para o seu tratamento e ter a esperança de que é possível uma melhor qualidade de vida”.

Aqui você pode ouvir todos os programas de “O Bisturi” e procurar o especial premiado, número 36, Monográfico sobre a Dor.

O programa premiado teve uma versão no site da EFEsalud que pode consultar aqui.

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Um programa de rastreio de cancro de pulmão permite acesso a tratamentos eficazes

EFE/JuanJo Martin

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O Programa de Screening de Câncer de Pulmão, lançado pelo Grupo Quirónsalud em vários de seus centros permitiu diagnosticar a doença em 12 pacientes de alto risco que ignoravam sofrer.

Graças a esta detecção precoce, a maioria deles (70 %), poderá ter acesso a tratamento cirúrgico e maiores taxas de cura em frente aos casos que são diagnosticados de acordo com o protocolo convencional, isto é, quando o paciente já apresenta sintomas.

Em 2015, Quirónsalud colocou em marcha o programa de rastreio de cancro de pulmão, liderado pelo Hospital Universitário Fundação Jiménez Díaz e com a participação de seus hospitais universitários Villalba, Infanta Elena, Sagrat Cor e Málaga.

O projeto, integrado por equipes multidisciplinares formadas por especialistas em Pneumologia, Radiologia, Cirurgia Torácica e Oncologia médica, visa diagnosticar o câncer de pulmão nos estágios adiantados da doença, quando a cura ainda é possível.

A dia de hoje, foram incorporadas ao Programa de Screening de Câncer de Pulmão mais de 600 pacientes de alto risco que se realizam uma vez por ano, entre outras provas, um TAC de baixa radiação para detectar alterações da função pulmonar.

Os pacientes diagnosticados, 70% tem a possibilidade de tratamento cirúrgico, contra 15% dos detectados de acordo com o protocolo convencional. Isso representa que 7 de cada 10 doentes têm maior probabilidade de ser tratados com sucesso, quando a detecção é realizada em um estádio mais cedo.

Os pacientes escolhidos fazem parte de uma população de alto risco de câncer de pulmão. Ao lado dos critérios tradicionais incorporando outros adicionais nos hospitais do Grupo, tendo em conta factores como o enfisema ou as alterações da função pulmonar compatíveis com DPOC.

60 % são fumantes, com mais de 55 pacotes por ano; 80 % tem enfisema pulmonar e 25 % apresenta DPOC. Com 63 anos de média, a maioria dos cancros são do tipo adenocarcinoma e são candidatos a cirurgia.

Plano de deshabituación fumar

Como parte do Programa de Screening de Câncer de Pulmão inclui um programa de deshabituación fumar como peça chave e fundamental para a evolução da doença. O abandono de hábitos fumantes aumenta a chance de cura e a melhoria das condições de vida dos pacientes. O rastreio precoce da doença, junto a uma alta taxa de abandono do tabagismo, faz com que o investimento do esforço dos pacientes seja mais eficaz e representa também uma economia de custos significativa.

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Um professor de cirurgia pede incluir os homens nos ensaios de câncer de mama

O professor emérito de cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff (Reino Unido) e presidente do XI Congresso Europeu de Câncer de Mama (EBCC11), Robert Mansel, pediu que se incluam os homens nos ensaios para melhorar os tratamentos de câncer de mama.

O homem também é vítima do câncer de mama, 1 por cada 100 mulheres. EFE/LUIS TECIDO

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A copresidenta do EBCC11, ex-chefe da Unidade de Oncologia Cirúrgica da Mama do Hospital Vall d’Hebron, e atual diretora da Unidade de Cirurgia de Mama na Clínica Universidade de Navarra, Isabel Louro, apresentou no congresso sobre câncer de mama, que termina hoje em Barcelona, um trabalho que mostra que, se as mulheres recebem previamente à cirurgia, um tratamento para reduzir os tumores pode evitar a cirurgia radical.

Em função destes resultados, o professor Mansel afirmou que “estas descobertas podem ser aplicadas também para os homens, mas não sabemos porque os que têm câncer de mama quase nunca são considerados em ensaios clínicos”.

“Precisamos de ensaios que começam a incluir homens, para que possamos descobrir se respondem da mesma forma aos tratamentos direcionados que as mulheres ou não. Pode ser que não, porque as hormonas relacionadas com o câncer são diferentes, mas até que isso não se investigue bem por meio de ensaios, não sabemos qual é o melhor tratamento para eles”, disse Mansel.

Segundo o professor, “o resultado estético após a cirurgia é algo importante para os homens também”.

“Hoje, os homens com câncer de mama, às vezes, se submetem à cirurgia para remover todo o câncer, mas por que eliminam os cirurgiões o mamilo e a aréola, se não é necessário? Os homens sentem-se desconfortáveis sobre isso, porque se querem ir para nadar ou para a praia pode ser que levem o peito a descoberto. Poderiam aproveitar-se de uma cirurgia mais conservadora para preservar o mamilo e a aréola”, detalhou.

De acordo com os dados fornecidos no Congresso, que se realiza em Barcelona a partir de quarta-feira, o câncer de mama é 100 vezes menos frequente em homens do que em mulheres.

Estudar o câncer de mama masculino

A Organização Europeia para a Investigação e o Tratamento do Câncer (TRAUMÁTICO), o Grupo Internacional da Mama (BIG) e os Grupos de Câncer de Mama da América do norte estão coordenando esforços para analisar dados clínicos obtidos a partir de um registo internacional prospectivo de pacientes do sexo masculino, o câncer de mama.

Este estudo avalia o número de pacientes que é possível recrutar para um ensaio clínico futuro, descrever os esquemas do cuidado, e avaliar a taxa de recolha de amostras.

“Fará falta esta abordagem colaborativa para realizar ensaios clínicos confiáveis com homens”, especificou Mansel.

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um problema escondido no controle de calorias

Fazer da obsessão por comida a sua realidade é o denominador comum em distúrbios de comportamento alimentar, como a anorexia e a bulimia, e acomete nove mulheres para cada homem. Saiba quais os comportamentos tendem a preceder a estas doenças, cuja origem vai além de uma “preocupação” pela imagem e o peso

EFE/PETER FOLEY

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Em uma sociedade onde a aparência física é um valor em si mesmo, não é de admirar que haja uma preocupação com a imagem. No entanto, quando este cortesia “se torna o centro de sua vida e tudo o mais deixa de ter importância dá lugar ao que se conhece como os transtornos da conduta alimentar”, explica Marina Diaz Marsá, psiquiatra no Hospital Clínico San Carlos e presidente da Sociedade de Psiquiatria de Madrid.

Leia também: Colágeno renova 31

A diretora médica do centro Sommos Desenvolvimento Pessoal define os distúrbios de comportamento alimentar , como a “alteração na ingestão de alimentos associado a uma preocupação terrível pela figura e pelo peso que, eventualmente, termina fazendo com que a sua vida não está a funcionar” e observa, este último detalhe é o que marca a diferença.

As condutas que levam ao transtorno

Os distúrbios de comportamento alimentar têm lugar no dia-a-dia e no ambiente mais próximo. A especialista indica-nos quais são os comportamentos e as mudanças que constituem sinais de alerta e nos ajuda a identificá-los.

Na anorexia restritiva ocorre uma redução drástica dos alimentos, afirma a voluntária, que aponta que se começa uma dieta; segue-se com a supressão de produtos que você pensa que engordam, como o pão; se deixa de sair de casa; e, finalmente, a alimentação “torna-se mínima, de maneira que ocorre uma perda progressiva de peso”.

No caso da bulimia nervosa, a ingestão não se reduz tanto, mas ocorrem compulsão, comendo muito em um curto período de tempo, esclarece.

Após o preocupa, vem a culpa e ‘geralmente provoca o vómito para evitar ter essa ingestão calórica”. Díaz preciso que estes casos onde a perda de peso não é tão evidente, às vezes, as mudanças de caráter podem ser o sinal que nos alertar de que algo vai mal.

A realidade que os transtornos da conduta alimentar escondem

A condição dessas doenças se dá com uma proporção de nove mulheres para cada homem. Uma diferença significativa motivada por duas razões fundamentais, segundo indica a especialista:

  1. A pressão social que tem a mulher da magreza, não é a mesma que tem o homem.
  2. Do ponto de vista biológico, as mulheres têm mais predisposição que os homens a este tipo de transtornos.

Mas parece que a imagem é sempre o gatilho, você pode ter múltiplas causas. “Sob essas doenças sempre há algum tipo de conflito”, adverte Díaz, que compara com “a ponta de um iceberg”, cujo corpo se compõe de problemas de auto-estima, emocionais, familiares ou medo de amadurecer, um conjunto de situações de que “não somos livres nem homens, nem mulheres”.

A especialista expõe que os problemas que causam mais angústia do que o controle da alimentação em pacientes que param a sua mente e conduta na alimentação. Deste modo, “não enfrentamos o verdadeiro conflito, e estamos lutando todo o dia com a ingestão e com a cal, quando essa necessidade de controle do poder reside em outro tipo de problema”, afirma.

Os pacientes têm “uma alteração na percepção da imagem”, que faz com que se vejam com mais volume. Este problema costuma ser acompanhado de baixa auto-estima, “não vêem as suas características positivas e sempre as dos outros acham melhor, por isso, comparam-se constantemente”. Além disso, costumam ser pessoas perfectionists, rígidas e filmes.

Abordar a doença, detectar o conflito

Dar com o gatilho do problema é uma tarefa complexa, mas para poder chegar a esse ponto, o paciente tem que estar bem”, diz a especialista. Às vezes, os estados anímicos ligados aos distúrbios necessitam tratar o paciente com medicação para depois fazê-lo de forma psicoterapêutica, aponta.

O sentimento de culpa está presente em muitos casos, porém, a realidade é que “uma vez diagnosticado, o paciente tem a responsabilidade de sair de lá e trabalhar por isso, mas é culpado de tê-lo”, diz a voluntária.

Os pacientes não costumam pedir ajuda por si mesmas e negam a doença, diz Diaz. Perante este contexto, a família é um pilar fundamental. Por isso, deve-se fazer uma abordagem familiar para ajudá-los a saber como tratar o paciente, observa.

Essas pessoas não controlam a comida, mas a comida lhes controla a eles”, ressalta a especialista, que explica que o sofrimento derivado da obsessão por comida pode melhorar com a ajuda e enfatiza que “ninguém pretende engordarlos mas que sejam pessoas com capacidade de se desenvolver na vida e estar bem”.

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Um pouco de “jet lag”

Na madrugada do sábado para o domingo, às três da manhã serão as duas. Vencemos uma hora ao fim-de-semana, mas nem tudo são boas notícias. De agora em diante a luz se irá por nós antes. As mudanças anímicos que sofremos por isso são maiores do que os biológicos

EFE/EPA/Barbara Walton

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Aproveitamos mais a luz e gastamos menos energia, até aí tudo perfeito. Mas o corpo, que é um animal de hábitos, sofre as alterações. David Perez, chefe de Neurologia do Hospital Infanta Cristina de Parla (Madrid) e diretor da Fundação do Cérebro, que nos dá as chaves.

A mudança para o horário de inverno é menos rígido que o de verão. Acontece como quando viajamos. O “jet lag” é muito mais intenso se você viajar de oeste para leste. Se fazemos o contrário, nós ganhamos tempo ao tempo e as consequências para o organismo são menores. É o caso em que estaremos na madrugada do sábado para o domingo.

Não sabemos o porquê, mas o nosso corpo está mais habituado a ter jornadas mais prolongadas de vinte e quatro horas do que o contrário.

Crianças e idosos, os mais sensíveis ao câmbio

Não existe diferença de adaptação entre homens e mulheres. Todos, no domingo, teremos uma jornada de vinte e cinco horas. Estaremos mais felizes, graças à hora a mais de sono e nos adaptaremos muito melhor ao novo horário.

Sim influi mais idosos e os mais pequenos. As crianças têm um horário de sono maior. Os afetam mais estas mudanças, o sono e a alimentação, mas que possuem grande facilidade de adaptação. Em idosos, a consequência é o mais importante.

“Seus horários de sono são mais curtos e, portanto, o câmbio, no percentual de sono total, é maior”, aponta o especialista. “No caso de sofrer de doenças neurodegenerativas, como o mal de alzheimer ou o parkison, sofrem muito mais. Esses pacientes têm um caos no ritmo biológico, sonolência durante o dia, insônia à noite. Se adicionarmos mudanças de horários produzidos pelo ser humano, as consequências podem ser piores”.

Repercussão no espírito, não no corpo

Não cabem desculpas “físicas” para o próximo sábado, após a mudança de tempo, mas pode ser que nosso humor é afetado. O dia diminui e a luminosidade está associada a uma sensação de bem-estar. Nos países nórdicos, as taxas de transtornos mentais, especialmente os depressivos, são muito mais elevados do que no sul da Europa, onde há mais horas de luz.

“Podemos ser influenciados, não tanto pela mudança de horário de sono, o que influencia de forma indireta, mas para as horas de escuridão. Mantendo os horários, a atividade que fazíamos antes, conseguiremos manter o ritmo anterior à mudança de horário sem aviso especialmente”, aconselha o médico.

Apesar de nos sentirmos estranhos, ou um pouco mais baixos de humor, não devemos automedicarnos.

“A mudança de horário e a luminosidade do verão para o inverno é uma circunstância normal da vida que não há que medicalizar. Pode Nos custar um pouco, mas não se deve recomendar nenhuma medicação”, afirma.

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um plano nacional para um diagnóstico correto

O linfoma é uma das quatro manifestações principais de câncer que se dão no sangue. EFE/Christian Brun

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Um linfoma é um câncer que se desenvolve nos linfócitos, um tipo de glóbulos brancos com capacidade de reação diante de um antígeno (substância estranha ao organismo). A inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço, axila ou virilha é um dos sintomas mais comuns.

Os linfomas são o paradigma de doença que pode ser curada com quimioterapia, mas para isso, é muito importante detectá-lo a tempo. No entanto, com freqüência pode ser confundido com outros tipos de doenças como, por exemplo, uma mononucleose infecciosa. Segundo dados da associação de pacientes de Linfoma, Mieloma múltiplo, Leucemia e Síndromes Mieloproliferativos (AEAL), cerca de 60% dos pacientes sofre um diagnóstico errado prévio.

Por esta razão, o Grupo Oncológico para o Tratamento e Estudo de Casos (GOTEL), formado por especialistas em linfomas de toda a Espanha, solicitou a criação de um plano nacional que favoreça a detecção desta doença em fases iniciais, a formação específica dos profissionais e reciclagem de conhecimentos.

Propõe-se que este plano inclui uma série de procedimentos operacionais padronizados para o diagnóstico e o tratamento desta doença, o que requer a cooperação de várias disciplinas.

Complexidade

Existem dois grandes grupos de linfomas, cuja incidência é representada no seguinte quadro:

LINFOMA DE HODGKINLINFOMA NÃO-HODGKIN

2,5 casos por 100000 habitantes nos homens e 2,1 casos em mulheres

É mais comum em dois grupos de idade: de 15 a 40 anos e de 55 anos em diante

12,3 casos por cada 100.000 homens/ano e 10,8 em mulheres, dos quais:

  • O linfoma folicular constitui 20%
  • O infoma difuso de células B grandes é o mais freqüente

Informações obtidas de GOTEL

Dentro desta classificação geral podemos encontrar múltiplos subtipos. O médico Luis da Cruz, especialista de GOTEL, afirma que podem existir mais de 40 variantes do linfoma não-Hodgkin.

Se bem que existem alguns subtipos que podem ser considerados raros, devido a sua baixa incidência, que é a sexta neoplasia em incidência na população em geral”, indica.

Sustenta que, por se tratar de uma família tão grande de linfomas, “não nos podemos permitir nenhum erro, porque isso vai depender do tratamento que se aplica e, por conseguinte, a eventual cura da maioria dos pacientes”.

 

Veja também: O que é maca peruana

Difícil diagnóstico

Conforme explicou o oncologista Luis da Cruz, a doença manifesta-se frequentemente com envolvimento de gânglios linfáticos, que se encontram no abdômen, virilha, pelve, axilas, tórax e pescoço, mas também pode ser afetado por um órgão específico como, por exemplo, o estômago.

O especialista alerta para a importância de realizar um acompanhamento mais estreito e não catalogar diretamente a presença de gânglios inchados como uma doença infecciosa que tem podido passar sem antibióticos.

Se suspeitar da existência de um tumor, deve ser feito um amplo diagnóstico diferencial (se identifica a doença através da exclusão de outras possíveis causas) com outro tipo de doenças virais ou bacterianas e, até mesmo, doenças autoimunes.

O diagnóstico de certeza adequado é obtido através da anatomia patológica, a partir de uma biópsia de um gânglio inteiro (se extrai o órgão afetado para a sua análise). “É importante -destaca – que tenha patologistas especialistas neste tipo de doenças oncológicas, para reduzir o risco de erro”.

Para uma coordenação multidisciplinar

Segundo observou o doutor da Cruz, no diagnóstico estão envolvidos normalmente, os serviços de radiodiagnóstico, medicina nuclear, cirurgia geral, cirurgia bucomaxilofacial e otorrinología. A nível nacional, estas doenças são tratadas por oncologistas e hematologistas em função de os hospitais e as comunidades autónomas.

Para os especialistas do GOTEL, a abordagem multidisciplinar é essencial para o diagnóstico e o tratamento desta patologia, pois, ao ter várias especialidades envolvidas, o trabalho coordenado é fundamental, de forma que qualquer médico pode detectar a tempo um linfoma.

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Um plano ideal para melhorar a vida dos pacientes

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A psoríase afeta 2,3 por cento da população espanhola. É uma doença crônica inflamatória sistêmica da pele; sobre ela no “pequeno-Almoço de saúde. Conhecimento e bem-estar” discutimos outras vezes.

Mas desta vez, temos focado em um importante e inovador trabalho de análise, de investigação e de propostas realizado conjuntamente por Ação Psoríase, a Academia de Dermatologia, o Instituto Max Weber e a Novartis, que traz 22 medidas, e chega à conclusão de que por cada euro investido ocorre um retorno social de cinco.

O projeto “Retorno Social do Investimento de uma abordagem ideal da psoríase” tem estado precedido de um inquérito com cerca de 1.053 pessoas que colhe dados sobre a dimensão social, psicológica e emocional desta doença.

Estes são alguns dos resultados: mais de 50 por cento sofre de ansiedade ou depressão; quase 15 por cento tem pensamentos suicidas; até 60 por cento declara que a doença prejudica a sua vida sexual; um em cada cinco manifesta que pioraram gravemente suas relações sociais.

Para aprofundar este relatório, que uma vez sobre a mesa devem estudar os gestores da saúde com o horizonte de aplicá-la, reunimos em um novo debate “pequeno-Almoço de saúde” com a doutora Àngels Costa, responsável pelas relações com os doentes da área de Imunologia e Dermatologia, a Novartis Farmacêutica ; e a Santiago Alfonso, diretor de Ação Psoríase.

A situação da psoríase

Ángels, Santiago, algo não vai bem na psoríase, quando foi feito um trabalho de fundo, em busca de melhores soluções?

Tiago Afonso: eu Não digo que não se façam bem as coisas, mas sim que se podem fazer melhor e atender novas necessidades dos doentes; e ampliar os benefícios e a coordenação.

Doutora Àngels Costa: Os doentes com psoríase têm boas prestações do ponto de vista assistencial clássico, mas eu gosto de aludir ao que a OMS define como a saúde: bem-estar físico, psíquico e social, e, nesse sentido, estes não são bem atendidos; a pesquisa mostra suas enormes preocupações, o impacto social de sua doença, a diminuição da sua qualidade de vida, as limitações de seu dia-a-dia. Tudo isso é tão importante ou mais que a coceira da pele.

Por isso, a Ação Psoríase estava claro e havia detectado que fazia falta medir e quantificar as limitações destes e verificar o seu impacto social, aspectos como família, lazer, relações sexuais, trabalho…. e cerca de 1.053 responderam a esta pesquisa, e o resultado é o enorme impacto social da psoríase.

Quais são os objetivos do projeto?

Santiago Alfonso: Nós unido até nove especialidades, a partir de dermatologia, farmácias, gestores de saúde, atenção primária e outros para propor uma abordagem ideal e integral, quase como se você começar a partir do zero, tanto na psoríase leve, moderada ou severa, com cobertura assistencial, mas com muita ênfase nos aspectos sociais da doença.

Construímos um modelo com um conjunto de propostas de melhoria, analisamos os seus custos e se é viável a sua aplicação, que é, e calculamos o retorno social desse investimento.

Dra Costa: Acrescentaria como objetivo secundário que as propostas sejam cumpridos em um documento rigorosamente analisado para que sirva como ferramenta de trabalho. Evidenciar o que faz falta, mas que seja um modelo tangível para mudar e melhorar o tratamento de psoríase.

Um inquérito a cerca de 1.053 afetados

O que reflete a pesquisa?

Santiago Alfonso: demos evidência científica para os problemas que têm as pessoas com psoríase e para aqueles com quem convivem. A psoríase se manifesta na pele, mas conviver com ela é complicado: sair para a rua, ter relações, progredir no mundo do trabalho. As vítimas foram corajosos e dizem o que sentem. Por exemplo, no âmbito do trabalho, há um forte impacto, muitos se sentem relegados.

Dra Costa: É interessante ver a desconexão entre o que sofre uma pessoa com psoríase e a pouca relevância que lhe dão alguns profissionais desta área. É visto como uma doença da pele, embora a OMS apelou às autoridades de saúde para que atuem no controle e no que diz respeito à qualidade de vida e bem-estar.

Além do controle assistencial, é importante ter consciência do dia-a-dia do paciente: sua tendência a esconder-se em casa, a sua inclinação para a depressão, a sua preocupação com as relações de casal; tudo isto mostra a pesquisa, com percentagens de ansiedade e depressão superiores a 50 por cento. Há que se tomar muito a sério esta doença de forma multidisciplinar.

Santiago Alfonso: Há que convencer os gestores da saúde de que é uma doença grave e incapacitante, com grande repercussão psicológica e social, mas também ao próprio paciente. Há que dizer que se active, que se responsabilize de sua doença e que seja o primeiro a reclamar de tudo para encontrar soluções.

Será que a sociedade está comprometida com as pessoas afectadas pela psoríase? há sensibilidade para com os doentes?

Dra Costa: a sociedade da psoríase lhe gera um certa rejeição, não vá ser contagiosa. Afastam-Se. E os profissionais comparam clinicamente com outras patologias e não é correto a nível social, mas sim clínico. Existem bons profissionais, tratamentos e ferramentas, mas, apesar disso, há que fazer as coisas de outra maneira, porque os doentes emocionalmente e socialmente não estão nada bem.

A pesquisa realizada com motivo deste projeto não é uma pesquisa mais; tem um papel fundamental no projeto a metodologia inovadora que mede o retorno social do investimento e que quantifica o impacto social e quais são as necessidades mais relevantes para eles.

Um Plano viável e rentável

Desde o ponto de vista da viabilidade e sustentabilidade que traz este documento?

Santiago Alfonso: Temos tentado demonstrar que a aplicação do projeto é viável. Com a medição do ROI -semelhante a quando se mede o retorno social do investimento, como por exemplo, o turismo – na psoríase, com um investimento de um euro, há um retorno de cinco. Um paciente bem abordado e tratado tem menos baixas laborais e isso é economia de dinheiro. Este trabalho não é uma declaração de intenções, contendo medidas concretas avaliadas economicamente.

Você pode servir para outras doenças, como um trabalho pioneiro?

Dra Costa: Sim, bastante. Começa a haver trabalhos nesta direção. Estão Se dando conta dos economistas para este campo de que há que mudar o paradigma. Na saúde, as posições econômicas são, basicamente, de saúde e farmacêuticas, mas aqui não aparece o bem-estar, o interessante é que está a abordagem é holística. Se há uma baixa de trabalho por deficiência física ou depressão, você vai consumir mais recursos de saúde e deixar de gerar valor econômico, viajar e trabalhar menos; esta metodologia indica e demonstra que, se fizermos as coisas bem na psoríase seremos capazes de 22 medidas de fornecer soluções e rentabilidade.

Às vezes, quando pensamos em prevenção, pensamos em quando chegará o retorno, você dentro de alguns anos?, mas, neste projeto, o retorno é em um ano.

Ações e propostas

E quais são as principais medidas?

Dra Costa: O projeto mostra que o paciente tem que diagnosticarle corretamente, e tratá-lo corretamente, o quanto antes. O importante é não deixar o paciente em um infracontrol.

Tiago Afonso: As medidas vão desde ações para melhorar o diagnóstico até ações concretas, tanto na psoríase leve, moderada ou grave. É um documento de consenso, com ações na atenção primária e especializada, enfermagem, farmácia, psicologia, nutrição… com propostas de atuação com o paciente, formação e capacitação, dando relevo ao fator humano; E com aspectos como teledermatología e outras utilidades aplicação de novas tecnologias com efeitos como ir menos ao médico.

Dra Costa: Se incide em aspectos como a coordenação entre primária e especializada, a abordagem integral e multidisciplinar e a criação de unidades especializadas.

Santiago Alfonso: Este Plano não é uma carta aos Reis Magos, é um livro de caminho, uma possibilidade viável e sustentável, de consenso, que contou com a intervenção de todos os envolvidos, e que é sustentável, e que o sistema de saúde deve estudar e ter em conta.

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“Um passo + a gota” consciência da cura desta doença

Javier Hidalgo, Bertín Osborne, Montserrat Romera, Antonio Ignacio Torralba. Fornecida pela organização da campanha.

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Este é um dos dados mais importantes que reflete o primeiro estudo sobre esta doença, realizado para a segunda edição da campanha “Um passo + a gota“, uma iniciativa impulsionada pela Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER), a Coordenadora Nacional de Artrite (ConArtritis) e o laboratório Menarini Portugal.

De acordo com a doutora Montserrat Romera, coordenadora de comunicação e relacionamento com os pacientes de SER, esta patologia sofre entre 1-2 % da população e a sua prevalência aumenta para 5 por cento no caso de homens com mais de 70 anos.

Mais dados

A doutora Romera, considerando que o aumento em maiores de 70 anos não se deve tanto a idade em si, mas as comorbidades que apresenta o aumento da prevalência da doença, como acontece com a hipertensão.

Entre outros dos dados reflectidos no estudo, destacam-se os seguintes:

  • 95 por cento dos afetados são homens. A gota é uma das poucas doenças reumáticas que se curam, se tratados corretamente.
  • Esta doença, além disso, limita a atividade diária de um em cada três afetados e quando sofrem algum ataque agudo podem chegar a provocar baixas de trabalho em até 40% dos pacientes.
  • Sete de cada dez pessoas que sofrem de gota mudaram seus hábitos, depois de saber o diagnóstico, mas há um 37 % que só o faz quando sofre algum ataque agudo.

Monserrat Romera foi desmitificado que se trate de uma doença associada à ingestão da boa comida e do bom vinho, já que “não há que ser rei para ter gota”.

Segundo a doutora, a gota geralmente afeta o dedo gordo do pé, mas pode-se dar uma poliartrite, de tal forma que afete a outras articulações como o peito do pé, tornozelos ou dos cotovelos, chegando a causar, em alguns casos, uma destruição articular.

Montserrat Romera detalhou que outro dos fatores que beneficiam a qualidade de vida desses pacientes é a realização de exercício físico. Não obstante, a pesquisa revelou que apenas 45% dos afetados o pratica.

O presidente ConArtritis, Antonio Ignacio Torralba, disse que esta campanha pode ser muito útil para dar visibilidade a uma doença que não se vê mas que se sofre.

Bertín Osborne, padrinho da campanha

Na apresentação desta campanha, participou o cantor Bertín Osborne, padrinho desta iniciativa, que sofre de gota há mais de 30 anos.

Osborne disse que leva uma vida saudável e pratique esporte, e foi desmitificado-se que esta doença esteja diretamente ligada ao consumo de marisco ou carne vermelha; “para entrar doente de gota deve tirar uma tonelada” de algum destes produtos, tem arranjos.

O diretor de relações institucionais da Menarini Portugal, Javier Hidalgo, salientou que a campanha “Um passo + a gota”, tem entre seus objetivos contribuir para que a população tenha uma vida saudável.

Neste sentido, o laboratório tem impulsionado outro tipo de iniciativas como a distribuição de mais de 25.000 dípticos em consultas médicas e o desenvolvimento de uma aplicação móvel para conhecer em profundidade a doença.

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Um paciente de depressão explica em um livro como superou sua doença

EFE/Jesús Diges

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A depressão é uma doença que afeta, de acordo com a Sociedade Espanhola de Psiquiatria, entre 8 % e 15 % da população mundial ao longo de sua vida e da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2030, será a segunda causa de deficiência.

Em uma entrevista com a Efe, Quintas, de 55 anos, originário da Argentina e vizinho de Lisboa (Barcelona) há 12 anos, explicou que, em 2010, foi-lhe diagnosticada uma depressão “, que quase acabou com a sua vida e que um dos objectivos de escrever o livro é “ajudar a visualizar a doença”.

Em “Momentos de lucidez”, Quintas nua emocionalmente e explica com detalhes muito pessoais, o processo pelo qual passou durante a depressão, ao mesmo tempo em que enumera vários sintomas através dos quais a doença pode manifestar-se, para que os afetados e os que estão à sua volta possam “entender” e “passar à ação”.

Quintas explica o que foi o livro: “Um caminho para poder ajudar muita gente que está errado; quando sofri a doença quisesse ter um livro assim”, salienta.

O autor assegura que, ainda que “há uma quantidade de detalhes cotidianos e sintomas descritos nos livros escritos por profissionais, nunca abordam o tema do ponto de vista da vivência”, pelo que decidiu escrever “Momentos de lucidez”.

Confessa que o livro nasceu de uns primeiros rascunhos elaborados durante o seu tratamento, que lhe ajudaram a estudar e a aprofundar o “por que estava doente”.

Pensamentos negativos

Em seu livro, o autor descreve que caiu em depressão com “um golpe de pensamentos negativos”, que sentia medo de ser “um impostor” e que postergaba tudo, além de padecer de uma “ira descontrolada” e ficar “por tudo”.

“Fazia autocrítica malignas e não ouvia opiniões”, confessa Quintas, que sentiu “solidão”, “sensação de perigo econômico” e sofreu “indecisão permanentes” com “uma amargura constante, o medo e a sensação de túnel e de desespero”.

A perda de humor levou-o a estar errado com sua família e amigos, tinha insônia, azia de estômago, perda de memória e concentração, lhe tiritaba da mandíbula, fazer a ligação por telefone se lhe fazia uma montanha, duche lhe ativos os pensamentos negativos e chegou a perder o seu “plano de vida” para pensar no suicídio.

Diagnóstico, terapia e tratamento e lidar com seu chefe para sugerir a idéia de que tinha que parar de trabalhar por um tempo, para se tratar de depressão foi “uma das provas mais difíceis”, que realizou em sua vida, rememora.

“Foi muito duro reconhecer que tinha que tomar a medicação” para complementar a terapia comportamental que seguia, e que lhe ajudou a ter uma nova relação consigo mesmo e com seu ambiente, recordou.

Desconhecimento da depressão

Quintas acredita que na sociedade portuguesa há muito desconhecimento” sobre a depressão, já que nem toda a informação é transmitida para os possíveis afetados, “o que contribui para que os pacientes acreditem que é por sua culpa”.

“A depressão ataca todo o mundo. É importante ver todas as situações, de outra forma, é muito importante o apoio dos profissionais, mas também da família e de uma participação ativa por parte do afetado”, sentença Quintas.

Agradece o trabalho dos médicos de família, mas acusa que “deveriam estar muito mais preparados para detectar” e derivar os pacientes a especialistas que vão iniciar o tratamento ou poder de “dispor de outras ferramentas para detecção” de depressão.

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Um ursinho de pelúcia médico para crianças hospitalizadas

Uma criança está hospitalizado devido a uma doença crônica e, para que entertain, as enfermeiras deram um ursinho de pelúcia. O que o pequeno não sabe é que, enquanto o abraça, o brinquedo mede sua temperatura, o ritmo cardíaco e o nível de oxigênio no sangue

EFE/Ed Oudenaarden.

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Esta cena é já comum em vários hospitais da Croácia, Bósnia, Reino Unido e estados UNIDOS, estão usando de forma experimental um dispositivo criado por dois jovens croatas, com a intenção de tornar mais fácil a vida de pequenos que passam por um centro médico ou que sofrem de males crônicos.

“Até agora, obtínhamos esses três dados, muito importantes em nossos pacientes, com três instrumentos diferentes, por três enfermeiras diferentes, em três pontos de medição diferentes”, conta à Efe Boro Nogalo, diretor do Hospital Srebrnjak de Zagreb, especializado em doenças respiratórias em crianças.

De acordo com o doutor Nogalo, esse ursinho médico ajuda a amenizar o estresse que causa essas medições para os pequenos.

Nogalo confia que as investigações clínicas confirmem sua confiabilidade como instrumento de medição, tanto em hospitais quanto para uso particular, de forma que os pais de doentes crônicos possam prevenir, por exemplo, ataques de asma em casa.

Além disso, a medição de uma criança que está jogando tranquilamente é mais confiável do que a de um que chora ou alfred wooden para que não se lhe ponha, por exemplo, um termômetro.

Uma ideia de dois jovens croatas

Esse ursinho foi criado por Josipa Majic e Ana Burica, dois jovens croatas -a informática e a outra economista-, que tiveram a simples, mas original ideia de instalar sensores em um animal de brinquedo.

Sua ida foi premiada em 2013 com o VentureOut Desafio do Banco Mundial e atraiu em 2014 grande atenção no Consumer Electronics Show, uma prestigiada feira de tecnologia, que se realiza em Las Vegas (EUA).

“A nossa ideia principal foi fazer o menos desagradável possível a permanência de crianças nos hospitais”, explica Burica a Efe.

Chegaram à idéia de incorporar a eletrônica médica, em um ursinho de pelúcia, depois de notar que as enfermeiras costumam entreter as crianças com brinquedos para distraí-los do desagradável contato dos frios e estéreis instrumentos de medição.

“Nós tivemos considerar se seria possível empacotar sensores especiais de medição em um brinquedo de pelúcia que as crianças conhecem e querem, camuflando todo o processo em um bichinho de pelúcia e ver se tudo isso pode funcionar”, lembra Burica.

O resultado da medição pode ser lida com uma aplicação para telemóvel que mostra instantaneamente a temperatura da criança, a percentagem de saturação de oxigênio da hemoglobina no sangue e o ritmo cardíaco, bem como gráficos de tais valores no tempo, e pode avisar quando é necessário repetir a medição.

O ursinho tem um coração de plástico que brilha com cores diferentes de acordo altera a temperatura da criança e pulsa no mesmo ritmo que o coração do pequeno.

Desde que há 18 meses elaborados manualmente os primeiros exemplares, foi crescendo o interesse por sua produção do que é conhecido no Reino Unido como “Teddy” the Guardian” (O ursinho guardião), assegura Burica.

O urso ainda não é comercializado, já que tem que passar ainda o processo de certificações e autorizações oficiais, desafio que as duas jovens e sua equipe de 15 pessoas estão dispostas a enfrentar.

“Agora, por exemplo, estamos trabalhando em uma versão que possa lavar até os 120 graus centígrados, para atender às necessidades dos hospitais”, explica Burica.

O preço final ainda não foi definido, mas pode variar entre os 100 e os 200 dólares.

Já há sete investidores no Reino Unido dispostos a financiar a produção deste ursinho médico.

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Um observatório da equidade para as doenças reumáticas

Existem mais de 250 doenças reumáticas: Artrite, artrite, espondilite, fibromialgia, osteoporose, gota, lúpus são algumas delas. A Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER), no âmbito do VII Simpósio de Espondilite, marca-se como objetivo a atualização e pôr ao dia dos profissionais deste tipo de doenças. EFEsalud tem assistido a um encontro com reumatologista, que pedem mais voz para os pacientes e ressaltam os avanços encorajadores no tratamento destas patologias

Imagem de Reumasalud/Foto fornecida pela Sociedade Espanhola de Reumatologia

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As doenças reumáticas são um grupo heterogêneo que abrange mais de 250 doenças. Em nosso país, 1 em cada 4 pessoas com mais de 20 anos sofre algum tipo de doença reumática.

Caracterizam-Se por inflamação articular, o que leva a que sejam doenças dolorosas, incapacitantes, limitantes e cujo diagnóstico tardio tem consequências irreversíveis.

Em um encontro para jornalistas, realizado no âmbito do VII Simpósio de Espondilite, EFEsalud tem conversado com vários especialistas, que têm repassado a situação das doenças reumáticas em geral e do grupo de espondilite em particular.

Participaram neste encontro (de izq. a der) Marta Medrano, presidente da Sociedade Aragonesa de Reumatologia; José Luís Andreu, presidente da Sociedade Espanhola de Reumatologia; e Montserrat Romera, responsável pela Comissão de Comunicação e Relacionamento com o paciente.

A relação com o paciente reumático tem sido uma das questões que objetivaram a conversa. Assim, o presidente a SER avançou a pôr em marcha “iminente” de um observatório de equidade na artrite reumatóide com a finalidade de analisar a densidade de reumatologista, os tempos médios nas listas de espera, o consumo de agentes biológicos, etc.

Alguns tratamentos biológicos dos que acredita que há falta de equidade no acesso entre as diferentes comunidades autónomas. Assim, segundo se estima, enquanto que em algumas comunidades autónomas apenas 10% dos pacientes com doenças reumáticas estão tentando com biológicos, em outras, a cifra é de 20-30%.

O objetivo do observatório é colocar sobre a mesa todos esses dados e constatar se todos os pacientes reumáticas espanhóis possuem um acesso igualitário aos recursos de saúde. “Em um ano, contaremos com todos esses dados”, afirmou.

Além disso, José Luis Andréu manifestou a necessidade de colocar o paciente reumático “no centro da jogada” em aspectos como a tomada de decisões (por exemplo, aquelas que têm a ver com os stocks de medicamentos no âmbito hospitalar), já que “estamos diante de uma democracia para o paciente, mas o paciente, e se lhes deve dar mais voz”.

Neste sentido, destacou o “estreito contacto com todas as associações de doentes”, destacou por sua vez que “estão cada vez mais estruturadas e são mais hábeis”.

Por seu lado, Marta Medrano, presidente da SAR e especialista em reumatologia pediátrica, reafirmou a aposta de SER por trabalhar em conjunto e formar unidades multidisciplinares”, devido à quantidade de manifestações clínicas das doenças reumáticas.

Na sua intervenção, João Romera salientou a importância de “agir quando ainda não houve dano estrutural para que o prognóstico seja muito melhor”.

Uma questão que, acrescentou, “estamos conseguindo, graças aos métodos de diagnóstico de ressonância magnética”.

As espondilite em números

São um grupo de doenças reumáticas caracterizadas por inflamação articular e dor crônica.

Dentro deste grupo incluem: espondilite anquilosante, artrite reativa, artrite psoriática, artrite, a doença inflamatória intestinal, um subgrupo de artrite crônica juvenil e as espondilite indiferenciadas.

As espondilite afectam cerca de 500.000 espanhóis, portanto, são relativamente frequentes e podem chegar a ser altamente incapacitantes.

O tempo de diagnóstico de espondilite pode oscilar entre os 5-7 anos. Enquanto isso, o diagnóstico da artrite reumatóide dura cerca de um ano e, no caso da artrite psoriática, entre os 2-3 anos.

No que diz respeito ao tratamento, cerca de 20% dos pacientes reumáticas recebem terapia biológica cujo custo de média varia entre os 7.500-8.000 por paciente por ano.

Mais de 400 especialistas debatem sobre doenças reumáticas

Nos dias 6 e 7 de outubro realizou-se em são paulo o 7º Simpósio de Espondilite, organizado pela Sociedade Espanhola de Reumatologia.

Conforme destaca o presidente da SER, este evento científico -o que já atenderam mais de 400 profissionais-, é realizado a cada dois anos “, devido aos constantes avanços que estão ocorrendo no conhecimento destas doenças e na identificação de alvos terapêuticos”.

Os novos alvos terapêuticos, as técnicas de imagem para um diagnóstico precoce, os avanços na fisiopatologia, o papel da microbiota intestinal, entre outras questões, têm sido vários os aspectos tratados pelos palestrantes do simpósio.

Em seguida, fazemos uma revisão dos principais aspectos e os avanços postos em evidência, este encontro científico.

A psoríase é uma doença da pele associada com maior frequência à espondilite. De fato, cerca de 30% dos pacientes com psoríase acabarão sofrendo manifestações articulares, que se englobam dentro da artropatía psoriática, uma das principais espondilite.

Conforme explicou o Dr. Rúben Queiro, reumatólogo no Hospital Universitário Central de Astúrias “temos suficientes evidências do papel causal que determinados fatores de hábito nocivo, como o tabaco e a obesidade, jogam no aparecimento de artrite psoriática”.

Ao mesmo tempo em que apontou que as linhas estratégicas para minimizar o impacto negativo da doença são claras: “o diagnóstico precoce e acompanhamento estreito dos pacientes”.

Linhas de atuação com as quais concordou o Dr. J. Manuel Carrascosa, dermatologista do Hospital Germans Trias i Pujol, que observou que “alguns estudos e propostas terapêuticas permitem sugerir que uma intervenção precoce pode mudar a história da doença. Ou seja, que podem permitir, eventualmente, a cura de uma doença crônica”.

Por sua parte, o Dr. José Francisco Garcia, reumatólogo no hospital de Galdako Usansolo, insistiu em “como se vê prejudicada a qualidade de vida desses pacientes, não só a nível físico, mas também o componente psicológico-social que levam implícitas essas doenças”.

De fato, “os problemas de depressão e ansiedade associados à doença são uma realidade que já está incorporado aos questionários que avaliam o impacto global da doença”, acrescentou o Dr. Queiro.

Reumasalud, um espaço para divulgar

Com a finalidade de sensibilizar e informar sobre as doenças reumáticas, a SER organizado Reumasalud 2017, um espaço de saúde em que reumatologista informam e respondem a dúvidas dos interessados.

Também neste expositor, localizado no Centro Comercial Aragonia de Saragoça, realizaram-se testes de diagnóstico, como ultra-som ou densitometrías, capazes de detectar determinadas patologias reumáticas.

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Um novo tratamento para a insuficiência cardíaca já disponível em Portugal

Foto cedida pela Novartis.

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A insuficiência cardíaca (IC) afeta entre 450.000 e 500.000 pessoas em Portugal e a sua prevalência está a aumentar devido ao envelhecimento da população (a idade é um fator de risco), e o aumento da obesidade e diabetes e outros fatores de risco).

É uma síndrome e não uma doença, segundo explicou o médico José Luis López-Sendón, chefe de serviço de Cardiologia do hospital La Paz, em uma roda de imprensa com motivo da apresentação oficial do novo fármaco em Portugal.

O cardiologista disse que a IC tem uma mortalidade elevada (mais de 50% dos pacientes morre aos 5 anos do diagnóstico) e produz dez vezes maior de morte súbita do que a que é dada na população normal.

O novo medicamento, cujo nome comercial é Entresto (Novartis), apresenta uma melhoria significativa na redução de mortes e hospitalizações em comparação com o anterior tratamento de referência (analapril), o fármaco “chave” desde 1987, anunciou o doutor Nicolau Manito, chefe da Unidade de Insuficiência Cardíaca do Hospital de Bellvitge.

Um fármaco que reduz o risco de morte

Segundo o estudo Paradigm, o maior ensaio clínico que se tem levado a cabo na insuficiência cardíaca, o novo fármaco reduz em 20% o risco de morte por IC, 21 % o número de primeiras internações e 16% o risco de mortalidade por qualquer outra causa.

“É um dia importante para os clínicos que estamos lutando contra a insuficiência cardíaca”, salientou o médico Manito, que tem valorizado o fato de a redução das internações, já que a IC é a causa de renda mais importante sobre os ataques cardíacos.

E cada entrada de um desses pacientes custa ao sistema de saúde entre 3.000 e 4.000 euros.

Este cardiologista explicou que Entresto, cujo custo é de 5 euros por tratamento/dia, é recomendado pela Sociedade Europeia de Cardiologia e é “um novo padrão”, que vai substituir “progressivamente” ao enalapril em pacientes assintomáticos.

O presidente eleito da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Manuel Anguita, sublinhou que o novo tratamento é um exemplo da importância que tem a inovação e valorizada a participação das sociedades científicas e da indústria para obter novos fármacos, em benefício dos pacientes.

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Um novo tratamento elimina o tremor essencial, sem cirurgia intracraniana

Uma nova técnica baseada em ultra-som melhora da qualidade de vida dos pacientes com tremor essencial, uma manifestação que limita as capacidades para desenvolver atividades diárias como escrever, comer, dirigir, andar ou falar

Sexta-feira 07.09.2018

Quinta-feira 06.09.2018

Quarta-feira 05.09.2018

Este novo tratamento não-invasivo foi apresentado hoje no Hospital HM Porta do Sul de Móstoles pelo diretor médico do centro, Santiago Marcos de Aguiar; o diretor médico do HM CINAC (Centro integrado de ciências e tecnologia), José Obeso; e o diretor de Desenvolvimento de Projetos ERESA, José Fabregat.

Neste encontro também participou Joana Barajas, paciente tratada com este novo método, que explicou as melhorias que experimentou em sua vida.

Segundo explicou o médico Obeso, este tratamento, chamado HIFU (Ultrassom focalizado de alta intensidade), permite “levar os ultra-som sobre um ponto específico do cérebro, sendo capaz de remover tecidos, devido à elevação da temperatura”.

O médico acrescentou que o HIFU também está empregando em doenças como a doença de parkinson, agindo em áreas do cérebro envolvidas em aspectos como a lentidão e rigidez; também foi estimado que pode ser aplicada logo em alterações neuropsiquiátricas.

Em Portugal há 400.000 pessoas afetadas pelo tremor essencial e 150.000 com doença de parkinson, e o HIFU “permite uma recuperação quase imediata e irreversível após um tratamento de algumas horas”, acrescentou o doutor Obeso.

No entanto, o neurologista sempre insistiu em que a grande novidade é que não é necessário realizar uma craniotomia ao paciente para colocar diretamente eletrodos no cérebro encarregados de bloquear os neurônios ou eliminar os tecidos que fazem com que sua atividade seja anormal e dê lugar a tremores incapacitantes.

Joana Barajas confessou que sua qualidade de vida melhorou com caráter geral: “Antes eu não podia comer, escrever ou falar e tinha muitas contrações que eu tinha que ir para que eu tratados; tenho passado do não ao sim”.

A paciente foi detalhado passo a passo de como foi o seu procedimento: “Me metido em um tubo, e eu tive que aguentar estoicamente porque, se isso o faz bem, fornece muito o processo ao doutor”.

Tiago Marcos de Aguiar afirma que esta nova tecnologia permite realizar um tratamento que antes só era feito através de cirurgia aberta.

Por seu lado, José Fabregat declarou que, para ele, é uma “grande satisfação poder colocar ao alcance da população uma nova técnica para tratar os pacientes que não tiveram resultados tão satisfatórios de outra maneira”.

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Um novo medicamento reduz à metade as crises em pacientes epiléticos

Um ensaio clínico mostrou que um novo medicamento que tem como princípio ativo o perampanel consegue reduzir para a metade, e até mesmo enviar em 5% dos casos, as crises em pacientes epiléticos que antes não tinham tido sucesso. O caso de Luís, de 13 anos, é muito significativo

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Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

O novo fármaco, que se ensaia em diferentes hospitais de todo o mundo, entre eles A Fé de Valência, ajuda “para diminuir a excitabilidade neuronal e doentes que não tinham respondido a outros tratamentos controlam suas crises de 90 por cento do que o faziam inicialmente”.

Assim, assegurou à Efe Patricia Smeyers, do serviço de Neuropediatría do Hospital Universitário e Politécnico A Fé de Valência, que realiza esse ensaio junto a outros hospitais europeus e americanos.

“30 por cento dos pacientes que sofrem de epilepsia têm provado vários medicamentos e não conseguem controlar as crises, com o que há de tentar novos tratamentos com outros mecanismos de ação, como neste caso, este medicamento”, declarou a especialista.

“Estudamos aqui um grupo de pacientes que, em conjunto com outros hospitais europeus e americanos, fazem um total de 1.500 adolescentes testados em todo o mundo”, explicou a doutora Smeyers.

Resultados encorajadores

Os resultados são encorajadores”, já que se está “provando que em 30 ou 40 por cento dos casos, as crises são reduzidos em mais da metade e até mesmo em um 5 por cento, que já é elevado para os números que nós controlamos, ficam sem crise, curados, poderíamos dizer, em remissão completa”, explica Smeyers.

O fármaco pode começar a prescrever em pacientes de mais de 12 anos, que tenham crise de início parcial de uma parte do cérebro que se possa generalizar a todo este órgão, bem como em pacientes que tenham testado outros medicamentos e não tenham sido eficazes.

Mais difícil em crianças. O caso de Luis

Tratar as crises epiléticas quando os pacientes são crianças “é mais difícil”, segundo o médico, que explicou que os menores “têm crises mais fortes e mais frequentes, que afetam todo o corpo e seu cérebro tem menos mecanismos de controle”.

No ensaio clínico participa desde há um ano Luis, um menino de 13 anos que foi diagnosticado com epilepsia quando tinha quatro, explicou à Efe sua mãe, Silvia Sanchez.

“É o seu neurologista desde os quatro anos e é o seu anjo, como eu lhe chamo. Disse-Nos de experimentar um novo tratamento, porque nenhum havia chegado a ser efetivo e gostaríamos de participar”, explicou Sanchez, que destacou que em seu filho “funcionou”.

Segundo explicou, “desde que o toma, Luis teve menos crises e menos efeitos colaterais, porque antes ele estava dormindo, mareaba e agora está mais vivo e mais alegre”.

Salientou também que o seu filho está indo muito bem nos estudos “porque está mais centrado. Até mesmo jogar futebol, sair com seus amigos, você pode correr e fazer as mesmas coisas que os outros”.

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Um novo post do blog “Saúde e prevenção” vela pela sua volta.

A postura que mantemos na hora de fazer as coisas e desenvolver as nossas atividades e ações tem mais importância do que você pode imaginar. Higiene postural, esta é a expressão que nos oferecem orientações e conselhos dos especialistas do blog “Saúde e prevenção” em um novo post cujo objetivo é a proteção de sua volta

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Quarta-feira 03.01.2018

Quarta-feira 20.12.2017

A lombalgia ou dor na parte baixa das costas é uma doença muito freqüente que pode vir originada por diversas causas diferentes; no entanto, o mais comum é por más posturas ou movimentos inadequados.

Para evitar esta situação, para o bem da nossa coluna como a nossa saúde em geral, é de vital importância uma correta higiene postural.

O que queremos dizer com “higiene postural”?

As medidas que implicam uma boa higiene postural referem-se, basicamente, a um correto controle do peso e os movimentos que realizamos, assim como manter um bom tônus muscular através da prática habitual de exercício.

Em relação ao controle do peso, é importante saber que, se há um excesso de carga, a coluna se vai ressentir-se, assim como se o tratamos de forma incorreta. Quanto à prática de exercício, é fundamental para o tônus e a elasticidade muscular. Em pessoas idosas ou com alguma dificuldade para a prática de exercício intenso, é uma excelente opção. É importante lembrar que, ao andar, a postura é importante, deve-se caminhar ereto, sem carregar sobre a zona lombar.

Quais são os problemas que nos pode levar a uma má higiene postural?

Não fazer exercício, manter posturas erradas e uma coluna em más condições, nos acarrearán dores e desconfortos que podem chegar a ser incapacitantes. Também podem ocorrer danos neurológicas que podem levar a problemas mais sérios, chegando a ser necessária uma intervenção cirúrgica.

Além disso, uma má postura, andar inclinar-se, por exemplo, pode piorar o envelhecimento do nosso corpo. Já por si, com o passar do tempo, os discos da coluna vertebral desidratar, reduz-se o espaço entre eles, e pode nos levar a perder altura. Se somarmos vícios posturais incorretos, perder ainda mais a altura e a deterioração dos discos será ainda maior.

O que é o que temos que fazer?

  • Quando recolhemos um peso do chão, a forma correta de fazê-lo é dobrando os joelhos e esticando as pernas para cima, mantendo as costas reta e quando levantamos, e não, como costumamos fazê-lo, virando-o de costas e puxando para cima, gerando um grande impacto na região lombar. Além disso, temos de ser realistas, sabendo o quanto podemos carregar, é preferível fazer várias viagens que cargarnos excessivamente e nos ferir.
  • Dormir. A pior postura que podemos escolher é a de boca para baixo, já que contrai a zona lombar e faz com que sintamos dor ao acordar. O melhor é ir variando a posição: de lado, com as pernas ligeiramente flectidas, de barriga para cima…Ao acordar é importante tentar fazê-lo rodando para evitar trações nas costas. Finalmente, um alongamento suave ao desperezarnos ajuda a que os nossos músculos se vão despertando lentamente, também evitando cortes desnecessários.
  • Em Frente ao computador, o melhor é manter as costas o mais reto possível, com o traseiro bem apoiado no encosto e manter as pernas em ângulo reto. É recomendável levantar-se aproximadamente a cada 30 minutos e estirarnos, para não manter muito tempo na mesma postura e provocarnos uma contratura muscular.
  • Quando nos., melhor, sem pressa e ao vestir as calças, meias, sapatos ou meias, fazê-lo sentados. No caso das meias, peúgas ou sapatos, com uma perna dobrada sobre a outra.
  • Se o nosso trabalho obriga-nos a estar muito tempo de pé, é aconselhável contar com um banco pequeno (cerca de 10 cm) que nos permita apoiar o pé e ir alternando para evitar carregar as costas.
  • Se temos de levar algo de um lugar elevado, é preferível subirnos em um banco ou escada para evitar esticar excessivamente o corpo.

O Dr. Manuel de la Torre, chefe do serviço de Neurocirurgia do Complexo Hospitalar Ruber João Bravo.

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Um novo fármaco controla a esquizofrenia com quatro doses por ano

Da esquerda para a direita Dr. Fernando Canas, chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital Psiquiátrico Rodríguez Lafora de Madrid. Dr. Antonio Fernández, gerente de Acesso ao Mercado e Government Affairs da Janssen. Dr. João Bernardo, Diretor da Unidade de Psiquiatria do Hospital Clínic de Barcelona. Foto cedida.

Quarta-feira 04.01.2017

Segunda-feira 09.01.2017

Segunda-feira 03.10.2016

Segunda-feira 29.08.2016

Quinta-feira 04.08.2016

Este tratamento tem sido apresentado pelos doutores Fernando Canas, chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital Psiquiátrico Rodríguez Lafora de Madrid, e Miquel Bernardo, diretor da Unidade de Psiquiatria do Hospital Clínic de Barcelona.

O novo medicamento antipsicótico chamado Trevicta tem como princípio ativo o palmitato de paliperidona, que bloqueia os receptores dos neurotransmissores, a dopamina e a serotonina, o que ajuda, segundo os especialistas, a normalizar a actividade cerebral, alterada nestes pacientes.

O medicamento, desenvolvido por Janssen e aprovado recentemente pela Agência Espanhola do Medicamento, oferece aos pacientes com esquizofrenia, o intervalo de administração mais longo disponível para um antipsicótico a nível mundial.

O princípio ativo administrado trimestralmente, apresenta-se como suspensão injetável de liberação prolongada, com quatro apresentações (175 mg, 263, 350 e 525).

Pode ser comprado em farmácias com receita médica e deve ser administrado por um profissional de saúde em ambulatório, sem necessidade de recorrer às unidades de psiquiatria de um hospital, através de uma injeção no músculo deltóide ou glúteo.

Até agora, o palmitato de paliperidona tinha uma formulação mensal e os estudos que permitiram a autorização deste novo fármaco demonstraram que oferece, pelo menos, a mesma eficiência e segurança na prevenção de recaídas.

A vantagem que oferece esta nova formulação, além da econômica , já que é um 10 % , pelo menos, mais barata do que a mensal, é que a administração é mais longa no tempo, o que ajuda a abordar com maiores garantias para o problema da adesão aos tratamentos farmacológicos, que é a “peça-chave” para evitar as recaídas nesses pacientes.

O fator de cronicidad da doença e a pouca consciência que têm esses pacientes de sua patologia há, de acordo com Bernardo, que as taxas de aderência à medicação sejam baixas.

Metade das pessoas que sofrem deste transtorno mental complexo e de longa evolução não seguem de forma adequada os tratamentos no primeiro ano após o diagnóstico, mas no segundo ano, este percentual pode chegar a até 75 %.

Essa baixa adesão se deve a que os doentes abandonam a medicação ou a interromper ou a dosam de forma irregular ao ser tratamentos prolongados, o que implica uma perda de eficiência.

Com maiores garantias de adesão, segundo os especialistas, se reduz a probabilidade de recaída e a progressão e o agravamento desta doença, que sofrem em Portugal cerca de 400.000 pessoas, das quais 85 % tem recaídas.

Este tratamento trimestral pode ser administrado a doentes que tenham tomado anteriormente, o princípio ativo mensalmente e que estejam estabilizados durante um período de pelo menos quatro meses.

O próximo passo no tratamento da doença, segundo o diretor da farmacêutica Antonio Fernández, também na apresentação do fármaco, vai continuar investigando para alcançar outros medicamentos com maiores tempos ainda de libertação para se aprofundar mais ainda na adesão do tratamento e, assim, permitir a recuperação a longo prazo dos doentes.

A origem da esquizofrenia não é conhecida, mas os especialistas têm observado que existem diferentes fatores que contribuem para o seu desenvolvimento e que atuam de forma conjunta: genéticos e ambientais.

Seus sintomas podem incluir alucinações, delírios, falta de resposta emocional, retraimento social, depressão, apatia e falta de energia ou iniciativa.

Sua prevalência é semelhante em todo o mundo: uma em cada cem pessoas a desenvolver a doença antes dos 60 anos.

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Um novo estudo em ratos, um envelhecimento mais saudável

Uma menina salta à corda aos auxiliada por duas mulheres mais velhas. Foto EFE

Terça-feira 01.03.2016

Quinta-feira 01.10.2015

Segunda-feira 19.01.2015

Segunda-feira 04.08.2014

Terça-feira 03.06.2014

Os resultados foram publicados na revista Nature, em um artigo que assinam pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares português (CNIC), as universidadesespanholas de Saragoça e Santiago de Compostela e o Medical Research Council (Reino Unido).

De acordo com este trabalho, a maneira em que o ser humano envelhece pode ser determinada muito antes de que se inicie o processo de envelhecimento e apareçam os primeiros sinais, informa o CNIC.

Tanto os humanos como os ratos têm dois genomas, o nuclear e o mitocondrial, o que está nas mitocôndrias, alguns pequenos organelos celulares que funcionam como fontes energéticas.

Ao igual que o seu equivalente nuclear, no mitocondrial há diferenças entre uma e outra pessoa.

O que agora são constatado em ratos, os investigadores liderados por José Antonio Enríquez, do CNIC, é que variantes patológicas do DNA mitocondrial têm um impacto sobre o metabolismo e a qualidade do envelhecimento.

“Este estudo revela como a variação genética de apenas alguns genes pode afetar a qualidade com que envelhecemos”, segundo Henriques, que aponta que também representa um “enorme avanço” para entender melhor o processo de envelhecimento, ao descobrir que as diferenças não patológicas em função mitocondrial têm implicações diretas no ritmo do envelhecimento do indivíduo.

Henriques, detalhou que as variantes genéticas do DNA mitocondrial são identificadas 90, embora ainda não sabem definir o quanto pesa cada uma: entre as 90 sabemos que está a diferença.

A chave desta investigação está em demonstrar como a combinação e interação de nossos dois genomas (nuclear e mitocondrial) desencadeia uma adaptação celular que terá repercussões ao longo de toda a nossa vida e que determinará a qualidade do envelhecimento, explica a nota, por seu lado , Ana Latorre-Pellicer, primeiro signatário deste estudo.

Os cientistas constataram que mudando apenas o DNA mitocondrial dos ratos desencadeou-se uma série de mecanismos adaptativos celulares em animais jovens que permitiram um envelhecimento mais saudável.

“Se somos capazes de explicar biologicamente, os fatores que nos permitam envelhecer, iludindo as patologias associadas à idade, podemos manter uma saúde duradoura durante o envelhecimento”.

Não obstante, há que ter em conta um aspecto, aponta Henriques, que o ambiente influencia o envelhecimento: assim, pois, o ambiente, a genética do genoma nuclear e agora, graças a este trabalho, a do DNA mitocondrial são os três elementos que condicionam como funciona o metabolismo do indivíduo.

“Quanto melhor funcionar, você terá um envelhecimento mais saudável”, acrescenta.

Além do envelhecimento, este trabalho abre novos horizontes no estudo de doenças cardiovasculares, diabetes ou câncer, mas, além disso, proporciona, segundo seus autores, “uma informação muito valiosa” para compreender como se devem aplicar as técnicas de substituição mitocondrial.

Trata-Se de uma abordagem terapêutica destinada a evitar a transmissão de mutações patológicas da semente (se substituem as mitocôndrias com alterações da mãe por mitocôndrias de uma doadora saudável), popularmente conhecida como “filhos de três pais genéticos” e que já foi aprovada no Reino Unido.

Este trabalho salienta que os riscos potenciais deste processo não devem ser ignorados e como os transplantes de órgãos ou transfusões de sangue os doadores devem ser compatíveis, conclui Henriques.

Conheça também o Derm Clear, um creme que ajuda na prevenção do envelhecimento.

Um cão como terapia para otimizar a estadia hospitalar

Romper com a monotonia do internamento hospitalar, sair da sala para passear e brincar com o cão… Estes são alguns dos objetivos do programa “Can a Mão”, desenvolvido pelo Hospital La Fé de Valência. Com a visita destes animais, pacientes internados com doenças oncológicas, psiquiátricas ou uma lesão medular, vêem aumentadas as suas emoções positivas, se sentem mais confiantes, animados, felizes e, em última análise, permite-lhes levar uma estadia mais tranquila

Um cão como terapia e desconexão diante de uma longa estadia hospitalariaFotografía fornecidas pelo Hospital Da Fé. EFE

E vê somente uma hora por semana, mas a relação afetivo-emocional entre os pacientes com doença oncológica, psiquiátrica ou uma lesão medular internados em um hospital e cães de assistência chega a ser tão intensa e prazerosa que lhes permite “desligar” e fazer “menos dolorosa” a estadia.

Este é a realização do programa de voluntariado “Can da Mão”, que desenvolve o Hospital La Fé de Valência, cuja singularidade reside no fato de que são os próprios profissionais de saúde que, de forma voluntária e altruísta cedem a seus animais de estimação, que recebem um treinamento antes de entrar em contato com os pacientes.

O projeto começou em 2016 como fase piloto em oncologia pediátrica, mas ao observar os benefícios que a visita destes animais produzia os pacientes se estendeu a psiquiatria infanto-juvenil e para a Unidade de Lesados Medulares. Atualmente são sete os cães que participam do mesmo.

Os cães pertencem à água como boiadeiro de Berna, beagle, bulldog francês, border collie ou doge de Bordéus e são machos e fêmeas entre os 2 e os 6 anos “, em que o importante é que tenham um caráter sociável e pacífico”, explicou à EFE Bárbara Torres, doutora em oncologia infantil e responsável pelo programa.

Os pacientes lhes permite quebrar a monotonia do ingresso, sair da sala para se encontrar com o cão e passear e brincar com ele, e também leva a um aumento das emoções positivas e que se sintam mais confiantes, animados, felizes e especiais.

Os pacientes que participam do programa devem preencher alguns critérios de inclusão, como não estar em isolamento por algum germe, não levar via venosa ou feridas abertas que possam contaminar, não ter alergia a cães, não estar inmunodeprimido e, é claro, de que você gosta destes animais.

Uma delas é a Julia, que agora tem 6 anos, mas desde os 3 teve que passar receitas prolongados na Fé para ser tratado de uma leucemia linfoblástica aguda de que atualmente está em “remissão completa”, embora continue a ir ao Hospital de Dia para um acompanhamento.

“Para Júlia era uma festa cada vez que tinha que ver a Alma, uma cadela Golden; ficava louca. Era uma atividade que lhe fazia sair da rotina, ia jogar e ver outras pessoas que não fôssemos nós ou os profissionais que atendiam”, explicou à EFE Elisa Tomás, a mãe da pequena.

De acordo com Elisa, Julia gostava durante um dia da semana e a Alma, o vínculo afetivo não só foi criado com a cadela, mas também com seus proprietários, com os quais continuam a ter amizade: “A experiência é super, é benéfico para ela e para nós, porque a vemos mais feliz”.

De acordo com a doutora Torres, os pacientes “primeiro alucinan de que ter um cão no hospital, porque estar logado te priva de um monte de coisas cotidianas, e depois se oferecem muito carinho mútuo e as crianças se esquecem de onde estão envolvidos e se passam muito bem”.

No serviço de lesados medulares a experiência começou a ser aplicada há pouco mais de um ano e uma das pacientes que a cada quinta-feira passa perto de uma hora, com um cão é Matilde Gea, internada desde outubro e operada de dois discos da medula espinhal que deixaram em cadeira de rodas.

“Você apenas relaxar e desligar quando você está com eles, você se esquecer de tudo, se divertem”, diz à EFE Matilde, de 51 anos, que pouco a pouco vai recuperando a mobilidade graças aos exercícios de reabilitação e a terapia com os três cães com os que tem estado até o momento.

Miguel Giner, chefe da Unidade de Lesionados Medulares Da Fé, explicou à EFE que os lesionados medulares podem ter estadias hospitalares de até seis meses e esta actividade, que “subjetivamente é muito agradável”, lhes torna a estadia “menos dolorosa”.

A doutora Carmen Grao, da Unidade de Lesionados Medulares, aponta que, além da interação emocional permite que os pacientes com lesões medulares cervicais ter uma atividade dirigida para que possam mover os membros superiores, dando-lhes de comer ou acariciando-os cães.

“Os que provam, repetem-se; salvo os que têm medo, alergias ou estão em situação de isolamento, para os que não permitimos baixo para que o cão não seja um transmissor de infecções”, explica Grao a EFE.

O programa inclui um projeto de pesquisa que mede o impacto desta atividade em pacientes com o fim de verificar se a interação com os cães comporta benefícios positivos no bem-estar global do paciente e, secundariamente, se influi positivamente no seu processo de recuperação.

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